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Vaticano: país sede da Igreja Católica sentiu os efeitos da crise econômica
São Paulo - O Conselho dos Cardeais para o Estudo da Organização e dos Assuntos Econômicos da Santa Sé se reuniu para analisar a situação econômica do Vaticano em 2009. Os resultados foram desanimadores. As despesas aumentaram 4,1 milhões de euros no ano passado em relação a 2008, atingindo a marca de 254,2 milhões de euros.
É o terceiro ano consecutivo que o Vaticano fecha as contas no vermelho. As autoridades religiosas tentam minimizar as perdas com a justificativa de que o balanço seria positivo se não tivesse acontecido a crise econômica internacional.
O rombo se refere às contas da Santa Sé, sede da Igreja como instituição religiosa e que engloba congregações, conselhos, comissões e outros, além da restauração dos componentes arquitetônicos da cidade, das Basílicas, custos com segurança e renovação da Biblioteca do Vaticano, que tem abertura prevista para setembro. As contas do estado do Vaticano, a área de menos de meio quilômetro quadrado em Roma que tem status de país independente, são feitas separadamente.
Doadores fiéis
Apesar dos escândalos de pedofilia na Igreja, os fiéis continuaram a doar generosas cifras ao país e foram responsáveis por evitar um rombo ainda maior nas contas do Vaticano. As doações feitas pelas igrejas ao Vaticano chegaram aos 82,5 milhões de euros em 2009, contra os 75,8 milhões arrecadados em 2008.
O IOR, banco papal, destinou 50 milhões de dólares "para as atividades religiosas do Santo Padre" e 31,5 milhões de dólares pagos pelas dioceses especialmente dos Estados Unidos e da Alemanha. Com tantas doações o déficit ficou em 7,8 milhões de euros -- quase para metade em relação ao ano passado, quando o valor atingiu a marca de 15,3 milhões de euros.
Entre outros dados encorajadores para a Santa Sé, está também o fato de que, no ano passado aumentaram as doações para Óbolo de São Pedro: 82,5 milhões de euros -- 6,7 milhões a mais que em 2008. As principais contribuições, em 2009, foram recebidos pelos católicos dos Estados Unidos, Itália e França, com crescente participação da Coréia do Sul e do Japão.
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