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A Biocom, usina que a Odebrecht está construindo em Angola, terá a mesma tecnologia avançada utilizada pela ETH Bionergia, braço da Odebrecht no setor sucroalcooleiro, nas suas usinas brasileiras. A informação é do representante da Odebrecht no Conselho de Gerência da Biocom, Wolney Ernesto Longhini. Segundo ele, a experiência que a ETH adquiriu neste setor será implantado também em Angola. Longhini confirmou que muitos funcionários que irão operar a usina já estão no Brasil recebendo treinamento na unidade Eldorado, em Mato Grosso do Sul, da ETH.
Longuini disse que a usina terá investimentos de US$ 260 milhões nos próximos quatro anos e que a Odebrecht terá 40% da empresa, o grupo angolano Damer terá outros 40% e a petrolífera estatal da Angola ficará com os outros 20%. Na ETH Bionergia, a Odebrecht possui uma participação majoritária de 66%.
O executivo explicou que a usina, localizada na província de Malange, terá capacidade, em um primeiro momento, de produzir 30 milhões de litros de etanol, 260 mil toneladas de açúcar e 140 megawatts-hora de eletricidade através da cogeração. Segundo ele, na safra 2010/11, que se inicia em abril do próximo ano, a Biocom deverá produzir apenas 30 mil toneladas de açúcar. "A expectativa é atingir a capacidade total da usina em três a quatro anos", disse.
Sem usinas de açúcar funcionando em Angola desde a guerra civil da década de 1980, toda a demanda interna do país é atendida atualmente via importação de 400 mil toneladas por ano. "Queremos atender inicialmente esta demanda interna de açúcar", disse. Longhini explica que a usina já foi construída prevendo uma duplicação em um futuro próximo. O executivo também não descarta a exportação de açúcar para a Europa aproveitando os instrumentos e benefícios que a União Europeia oferece para os países africanos. Segundo o executivo, a produção inicial de etanol será de 5 milhões de litros.
Atualmente, 90% dos equipamentos já foram adquiridos e cerca de 10% deles já foram transferidos para Angola. A montagem da usina será realizada no primeiro semestre de 2010. A Biocom tem a concessão das terras, que pertencem ao estado, para plantar cana-de-açúcar em 30 mil hectares, dos quais 25 mil hectares serão utilizados para o plantio e outros 5 mil hectares para reserva.
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