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27/11/2009 11:21

ThyssenKrupp revisa em baixa meta de vendas

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Por Marcílio Souza

Essen - A siderúrgica e conglomerado industrial alemão ThyssenKrupp revisou em baixa hoje suas metas de vendas de médio prazo, mas reiterou suas previsões para os próximos dois anos fiscais. O executivo-chefe do grupo, Ekkehard Schulz, disse que a companhia pretende atingir algo entre 50 bilhões e 60 bilhões de euros (US$ 74 bilhões e US$ 89 bilhões) em vendas no médio prazo. A previsão anterior era de vendas entre 60 bilhões e 65 bilhões de euros. Para o lucro antes de impostos, a previsão é de algo entre 4 bilhões e 5 bilhões de euros.

No ano fiscal de 2009, terminado em 30 de setembro, a companhia registrou prejuízo antes de impostos de 2,36 bilhões de euros, saindo do lucro antes de impostos de 3,13 bilhões do ano fiscal anterior. O resultado foi prejudicado por encargos com reestruturação, baixas contábeis em estoques e pelo aumento dos custos de novas usinas. Schulz reiterou, no entanto, que a empresa prevê voltar a ter lucro no atual ano fiscal, ajudada por cortes significativos de custos que implementou para enfrentar a crise econômica. O executivo disse também que a companhia tem como meta voltar a registrar um nível "razoável" de retorno sobre capital empregado, que segundo ele seria entre 15% e 20%.

O grupo prevê que seus gastos com investimento atingirão algo entre 3 bilhões e 3,5 bilhões de euros no ano fiscal de 2010. Desse total, 2 bilhões estão destinados a projetos nos EUA e no Brasil. A empresa alemã e a Vale possuem no País o projeto Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio, que deverá começar a produzir placas no ano que vem. No ano fiscal de 2009, o gasto com investimento da ThyssenKrupp somou 4,2 bilhões de euros, 1,6 bilhão de euros a menos do que a quantia que planejava originalmente gastar, já que tentou conservar caixa e melhorar a liquidez para enfrentar a crise econômica.

O conglomerado tem tentado vender suas operações de estaleiros na Grécia, a Hellenic Shipyards, pelo preço simbólico de 1 euro, disse o membro do conselho executivo Olaf Berlien nesta sexta-feira. Entretanto, a ThyssenKrupp quer que o comprador do ativo pague uma compensação de 220 milhões de euros equivalente a pagamentos que a empresa pede do governo grego, relacionados a encomendas de submarinos para a Marinha do país. As informações são da Dow Jones.


 

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