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A corretora Socopa recomendou nesta sexta-feira a venda de ações da Sousa Cruz. Seus analistas apóiam-se nas seguintes premissas: tendência de redução do consumo mundial de cigarros, ações governamentais contra o fumo e elevada carga tributária nacional. "Dessa forma, devido ao baixo potencial de retorno projetado e ao elevado preço atual das ações, recomendamos venda para CRUZ3 [ações ordinárias da empresa]", diz a corretora. O preço-justo para os papéis seria de 38 reais por ação - ou 20% abaixo da cotação do papel nesta sexta (47,43 reais às 15h50).
"Nossas expectativas para o setor de fumo não são muito otimistas em virtude da tendência de redução do consumo mundial de cigarros somada à atuação do governo para retrair a demanda. A elevada carga tributária coloca a Souza Cruz entre os dez maiores pagadores de impostos do país e encarece o preço final do produto, o que acaba acarretando em aumento do mercado ilegal que é hoje um dos principais ´concorrentes`", dizem os analistas.
A corretora cita números da Associação dos Fumicultores do Brasil para estimar a carga tributária sobre o faturamento do setor em 51% do total. "A alta pressão dos impostos aumenta a atratividade dos produtos comercializados ilegalmente, que se beneficiam do não-pagamento de tributos."
Outro fator considerado pela corretora é o mercado ilegal de cigarros nacional, quarto lugar em vendas na América Latina, segundo a Socopa, "sendo maior que o mercado total de diversos países. Com preços muito inferiores, o produto ilegal tem sido um dos principais concorrentes da indústria, principalmente das marcas destinadas ao público de menor renda da população, segmento mais sensível ao fator preço".
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