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Sem estardalhaço, o Walmart, maior varejista do mundo, entrou no comércio eletrônico brasileiro. A aproximação silenciosa do gigante, no entanto, não deve ser uma ameaça para a líder do setor no Brasil - ao menos por enquanto. Controladora dos sites Americanas.com e Submarino, a B2W conta atualmente com confortáveis 60% de participação de mercado.
Na visão dos analistas, ainda não tem motivos para se preocupar. "Não é fácil roubar o lugar de uma empresa tão bem estruturada quanto a B2W", diz Alan Cardoso, analista da corretora Ágora.
Para competir com a líder do e-commerce no Brasil, o Wal-Mart teria de realizar pesados investimentos em logística, processamento e atendimento. Mas essa pode não ser a sua estratégia. "Em outros países, o comércio eletrônico é apenas um complemento dos negócios, que são focados nas lojas físicas", diz Peter Ping Ho, analista da corretora Planner.
O risco do Wal-Mart para a B2W, portanto, dependerá de quanto o varejista está disposto a desembolsar. A estréia tímida de sua loja virtual leva os especialistas a crerem que a rede americana ainda está avaliando o potencial do mercado brasileiro para, somente então, definir quais serão os seus objetivos.
"A luz amarela só deverá acender para a B2W se o Wal-Mart vier com uma campanha agressiva de marketing. Nesse caso, será necessário reagir para defender mercado", diz Ping Ho. Para o analista, porém, o mais provável é o Wal-Mart manter a estratégia já adotada em outros países, colocando o comércio eletrônico apenas como um coadjuvante em seus negócios. Outras redes no país, como Ponto Frio e Extra, já fazem isso.
"Hoje, é mais preocupante para a B2W a desaceleração nas vendas em função da crise financeira que a entrada de novos competidores no mercado", ressalta Cardoso. Em sua avaliação, a controladora de Americanas.com e Submarino teria de perder muito mercado para se sentir ameaçada por outra empresa. Já se as vendas recuarem, o impacto será imediato.
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