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Tanto a British Airways como a Iberia manterão seus nomes depois da fusão
Londres - Os tripulantes de cabine da British Airways votaram a favor da realização de mais greves numa pesada batalha trabalhista que já custou à companhia aérea 150 milhões de libras, disse na sexta-feira o sindicato que reúne os trabalhadores.
O sindicato Unite afirmou que dos 7.330 votos válidos, 78,5 por cento apoiaram a ação de greve, enquanto 21,5 por cento foram contra.
A disputa, que começou no ano passado após a proposta de cortes salariais, agora está centralizada em cinco questões, entre elas a retirada de concessões de viagens aos membros da tripulação que participaram de greves anteriores.
Não foi anunciada uma data para uma nova greve, mas o sindicato deixou em aberto a possibilidade de mais negociações.
"Pela quarta vez em 13 meses, os tripulantes de cabine da British Airways votaram de maneira esmagadora em apoio ao seu sindicato e expressaram seu desacordo com a conduta da direção", disse o secretário-geral do Unite, Len McCluskey.
"Essa disputa será resolvida mediante a negociação, não o litígio nem a confrontação, e a direção da British Airways deveria se dispor a negociar. Nós estamos prontos", acrescentou.
O anúncio aconteceu no mesmo dia em que a companhia tinha de completar sua fusão com a espanhola Iberia.
No entanto, a BA afirmou em comunicado que os resultados mostravam que o sindicato não tinha o apoio da maioria dos tripulantes para mais ações de greve.
"Do nosso pessoal de cabine de 13.500 pessoas, apenas 43 por cento votaram a favor da greve", disse a companhia.
A empresa exortou o sindicato a voltar ao acordo negociado no ano passado, que garantia aumentos salariais para os próximos dois anos.
Tanto a British Airways como a Iberia manterão seus nomes depois da fusão, que criará a segunda maior companhia aérea da Europa em valor atrás da alemã Lufthansa.
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