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Silvio Santos: carnê do Baú da Felicidade deu lugar à rede de varejo
São Paulo - Há três anos, Silvio Santos deixou de vender o cinquentenário Carnê do Baú da Felicidade. Com melhores condições de financiamento de produtos no Brasil, o produto perdeu o sentido. O grupo do apresentador passou então a investir no varejo tradicional. Atualmente, são 40 lojas em São Paulo, 85 no Paraná e uma em Minas Gerais. Agora a rede pretende chegar a 250 pontos-de-venda em 2011. Para isso ela precisa investir cerca de 40 milhões de reais.
Os carnês pararam de ser comercializados em 2008, mas ainda são realizadas trocas por produtos para os consumidores que ainda possuem o carnê. Até dezembro de 2010, a empresa espera desativar esse resgate de produtos do carnê. Com foco nas classes B menos e C, o número de Lojas do Baú dobrou entre 2008 e 2009.
As aquisições também ajudaram a empresa a crescer. Em 2009, a rede comprou a paranaense Dudony, que possuía cerca de 100 lojas. Novas aquisições não estão descartadas, segundo o diretor de Varejo da Lojas do Baú Crediário, José Roberto Prioste. "Estamos aqui para oferecer mais uma opção", diz.
"Há uma sinergia muito forte que contribui para o aumento da presença do grupo no varejo", afirma Ricardo Pastore, coordenador do núcleo de estudos de varejo da ESPM. Entre os fatores, estariam o fato de o Baú pertencer ao Grupo Silvio Santos, que também controla a emissora de televisão SBT - o que permite expor a marca Lojas do Baú sempre que necessário.
Apoio financeiro
Outro fator é a retaguarda do Banco Panamericano, também do Grupo Silvio Santos. A instituição é especializada em atuar na concessão de crédito para a baixa renda. Para Pastore, ainda há espaço para uma nova rede varejista, uma vez que o crescimento de renda da população de baixa renda é elevado.
A rede de Silvio Santos não divulga seu faturamento, mas afirma que dobrou no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período de 2009. A Baú Crediário ainda não vende pela internet, mas quer implementar esse sistema ainda em 2010, "para pegar o Natal", diz Prioste.
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