Aguarde...

EXAME.com - Notícias de negócios, mercados, economia, tecnologia, marketing, carreira e finanças pessoais

  • Notícias |
  • Empresas |
  • Melhores e Maiores |
  • Setores |
  • Gestão |
  • Galerias
Cumprindo | 02/12/2011 08:53

Shell suspende atividades na Síria após novas sanções

Empresa vai cumprir a nova rodada de sanções impostas ao país

Douglas Hamilton, da
 Comentários (0)
Salvar notícia

Shaun Curry/AFP

Posto Shell

"Nossa principal prioridade é a segurança de nossos empregados, dos quais nós sentimos muito orgulho", disse um porta-voz da empresa

Beirute - A Royal Dutch Shell afirmou nesta sexta-feira que vai encerrar as operações na Síria para atender às novas sanções da União Europeia contra o país, aprofundando o isolamento internacional do presidente Bashar al-Assad por causa da violenta repressão às revoltas populares.

No mais recente derramamento de sangue, desertores do exército sírio mataram oito membros de inteligência da Força Aérea em um ataque contra a base deles no norte do país, de acordo com relatos de um grupo de oposição nesta sexta-feira.

O incidente sugeriu que desertores armados estão mudando cada vez mais da defesa dos manifestantes civis contra a repressão violenta por parte das forças de segurança de Assad para uma ofensiva com emboscadas e bombas colocadas à beira de estradas, levantando o espectro da guerra civil.

Países ocidentais e árabes têm intensificado as sanções punitivas para pressionar Assad a cumprir as promessas de deter o derramamento de sangue, retirar as forças de cidades onde há protestos, iniciar as negociações de transição com a oposição e permitir observadores da Liga Árabe.

A Royal Dutch Shell disse que iria fechar as operações na Síria para atender a uma rodada de sanções da UE que prejudicou os setores financeiros e de petróleo da Síria, na véspera.

"Nossa principal prioridade é a segurança de nossos empregados, dos quais nós sentimos muito orgulho. Esperamos que a situação melhore rapidamente para todos os sírios", disse um porta-voz da Shell.

Na sexta-feira, a UE estendeu as sanções a três instituições do setor de petróleo da Síria, incluindo a estatal Geral Petroleum Corporation (GPC) e a Syria Trading Oil (Sytrol), para aumentar a pressão financeira sobre o governo Assad.

As três instituições do setor petrolífero estavam entre as 11 entidades e 12 figuras da liderança síria incluídas em uma lista negra da UE agora destinada, em parte, a interromper os empreendimentos de gigantes do petróleo na Síria. A Royal Dutch Shell foi a primeira a sucumbir.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu uma ação internacional para proteger a população civil da Síria da "repressão implacável e contínua que, se não for interrompida agora, pode conduzir o país a uma guerra civil plena".

Comentários (0)  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados