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Após as dezenas de aquisições das últimas duas décadas, os grandes bancos de varejo se tornaram mastodontes com fontes de receita bastante diversificadas. As instituições disputam entre si mercados como os de cartões, investimentos, gestão de recursos de terceiros, corretagem e custódia de valores, câmbio, previdência, consórcios e outros serviços financeiros. Em praticamente todo o mundo, no entanto, o carro-chefe da atividade bancária é o crédito. Concedendo empréstimos a empresas e consumidores é que os bancos fazem a maior parte de seus lucros.
Como as possibilidades de elevar a carteira de crédito via grandes aquisições estão praticamente esgotadas no Brasil, entretanto, os bancos passaram nos últimos meses a olhar com bastante carinho para outro mercado: o setor de seguros. A presença das grandes instituições financeiras nesse segmento já é expressiva. Segundo a americana Bank Insurance Market Reasearch Group (BIMRG), no Brasil as seguradoras ligadas a bancos responderam por cerca 80% do lucro do setor em 2007. Mas nenhuma instituição financeira parece contente com o quinhão conquistado. Seja por meio de aquisições ou de parcerias, os principais bancos brasileiros demonstram cada vez mais interesse em turbinar suas seguradoras.
Com a fusão do Itaú com o Unibanco, a nova instituição além de tomar a liderança do setor bancário brasileiro também reduziu enormemente a vantagem do Bradesco em seguros. Já o Santander adquiriu em março por 678 milhões de reais a participação de 50% que a Tokio Marine Holdings tinha da carteira de seguros e previdência do Banco Real, denominada Real Tokio Marine Vida e Previdência. Com isso, o Santander passou a deter 100% do negócio e virou o quarto maior em previdência no Brasil, tendo 1,3 bilhão de reais em prêmios emitidos e 12,4 bilhões de reais de capital administrado.
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