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Após a divulgação de um resultado bastante abaixo das expectativas do mercado na última sexta-feira, a Brasil Foods teve sua recomendação rebaixada pela corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco. O Santander passou a recomendar "manutenção" dos papéis - retirando a indicação de "compra" - e reduziu o preço-alvo em 5,2%, para 54 reais.
A principal preocupação da corretora é com a queda das exportações, que representam entre 40% e 45% das vendas da empresa, formada pela união da Sadia com a Perdigão.
O Santander acredita que a queda das vendas ao exterior no terceiro trimestre não é apenas uma "turbulência", já que a expectativa é de que as exportações continuem fracas e pouco rentáveis ao menos até o início de 2010.
O Santander vê três fatores sustentando seu pessimismo: 1) A queda do dólar deve se acentuar, comprimindo ainda mais as margens das exportações; 2) a União Europeia, o Japão e a Rússia não têm aceitado reajustes dos preços em dólares; e 3) os concorrentes da Brasil Foods têm praticado descontos bastante agressivos - ganhando mercado da Brasil Foods no exterior.
Apesar do cenário ruim para as exportações, o Santander avalia que a empresa deve continuar a se beneficiar do crescimento do mercado interno. Além disso, se o Cade aprovar a fusão entre a Sadia e a Perdigão, a Brasil Foods poderá capturar sinergias expressivas, reduzir custos e melhorar sua rentabilidade em 2010.
Após caírem mais de 4% na última sexta-feira, as ações ordinárias da Brasil Foods (PRGA3) registravam, às 14h26, alta de 0,55%, para 42,38 reais.
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