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Na última quarta-feira (4/11), os laboratórios farmacêuticos Merck Sharp & Dohme e Schering-Plough anunciaram o início de suas operações como uma única empresa, que será conhecida como MSD em todos os países, à exceção dos Estados Unidos, onde se chamará Merck. A operação de fusão, que envolveu uma quantia de 41 bilhões de dólares, coloca a empresa como a 7ª maior do mercado no Brasil, e 2ª maior no mundo. “E queremos ser a primeira no mundo dentro de um período de12 a 24 meses”, diz Tadeu Alves, presidente da MSD no Brasil.
A MSD, como o próprio Alves diz, “já nasce grande”. As receitas combinadas para 2008 das duas empresas totalizaram 47 bilhões de dólares. Após a transação, a empresa incorporada terá um sólido balanço patrimonial com um saldo de investimentos de caixa de aproximadamente 8 bilhões de dólares. No mundo, a gigante farmacêutica contará com 9.000 cientistas que atuarão no desenvolvimento de novos produtos e nos estudos de aprimoramento dos atuais. No Brasil, as duas empresas somam cerca de 2.000 funcionários e seis fábricas.
Tadeu explica que a fusão não deve alterar o portfólio de produtos das duas companhias. Os medicamentos das duas marcas continuarão sendo comercializado, mesmo nos casos em que houver sobreposição de princípios ativos. “Continuaremos promovendo todos os produtos. Existe espaço mercadológico para isso”, diz o presidente da MSD no Brasil.
Para os investidores, a mudança também não deve ser grande. Segundo os termos do acordo de fusão, os acionistas da Schering-Plough receberão 0,5767 de ação e US$ 10,50 em dinheiro para cada ação desta companhia. Cada ação da Merck Sharp& Dohme deverá se tornar automaticamente uma ação da empresa incorporada. A ação da Merck (como a MSD será conhecida nos EUA) já está sendo comercializada na bolsa de valores de Nova York.
Sinergia e pesquisa
“A Merck foi feita para a Schering e vice-versa. Não existe fusão melhor”, afirma Tadeu Alves. Para o presidente da MSD, o principal ganho da nova empresa será o de sinergia, tanto na linha de produtos, quanto no alcance de clientes, nos serviços prestados aos médicos, na manufatura e nos estudos clínicos. Essa última é área chave para os planos estratégicos da nova empresa, dos quais o mais imediato é, segundo Alves, “crescer”. “Temos cinco posições para ganhar no mercado brasileiro. Na indústria farmacêutica, a expressão ‘size matters’ (do inglês, “o tamanho importa”) faz muito sentido, principalmente na área de pesquisa”. (Continua)
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