Aguarde...
Fast fashionColeção de Preta Gil reforça a aposta da C&A em parcerias com famosos
ResumoAs 10 notícias de negócios mais importantes da semana
TecnologiaDell pode obter acordo pela Quest no fim de semana, dizem fontes
CompraBanco do Brasil ou Bradesco: prós e contras de cada um na briga pelo Santander
RankingOs 5 eventos esportivos mais ricos do mundo
DébitoCaixa supera marca de 3,5 milhões de cartões Elo emitidos
AutoindústriaToyota quer aumentar venda de subcompactos no Brasil
NegociaçõesSantander: executivos confirmam que parte do banco está à venda no Brasil
Oskar Metsavat, da Osklen: a marca nasceu em 1986, vendendo roupas de frio, em Búzios
São Paulo – A Osklen já admitiu publicamente que busca um comprador ou, pelo menos, um parceiro. Interessados em ficar com a grife não faltam, e a própria empresa afirma que conversa com três emissários -- um dos Estados Unidos, um da Europa e um do Brasil. Mas, qualquer que seja o desfecho do negócio, um ponto parece consenso entre os especialistas: a Osklen não seria mais a mesma sem Oskar Metsavaht, seu fundador e médico de formação.“Ele não é só um estilista, mas também a pessoa que imprimiu uma marca muito particular na empresa”, diz Luciane Robic, diretora de marketing do Instituto Brasileiro de Moda (IBModa).
Osklen vai, mas Oskar fica – Um dos ativos mais importantes para uma empresa de moda é a criatividade. Na Osklen, Oskar Metsavaht conseguiu transformar o estilo de vida brasileiro – em especial, dos cariocas – numa marca global. Hoje, a Osklen tem 41 lojas no Brasil, três lojas em Portugal, duas lojas em Milão, uma em Nova York, Tóquio, Roma e Genebra, além de showroom na Itália, Espanha, Grécia, Portugal e de exportar para Bélgica, Chile e Oriente Médio.
“É essencial que ele fique no negócio para não descaracterizar a marca”, diz Silvio Passarelli, diretor do MBA de Gestão de Luxo da FAAP. “O risco é tornar a empresa apenas focada em resultados financeiros; na moda, há outros valores também.” Um dos exemplos recentes mais catastróficos do risco de buscar apenas o lucro é a saída da marca Isabela Capeto do portfólio da InBrands, em abril deste ano, depois de três anos de associação.
A estilista que dá nome à marca chegou a afirmar: “Estou arrasada. Quero meu negócio de volta”. Isso porque Isabela cedeu apenas a marca, que acabou sendo prejudicada sem ter a presença constante de sua criadora, tendo até que fechar as duas lojas em São Paulo, ficando apenas com uma unidade no Rio de Janeiro. “A Osklen é sedutora por conta de seu processo criativo”, diz Luciane, da IBModa.
Todo mundo de olho - O assédio à grife carioca acontece há tempos, mas só agora a empresa confirma que está, de fato, em negociação. Entre os possíveis compradores, estão o conglomerado francês PPR e a brasileira Alpargatas. Dono de marcas de luxo como Gucci, Yves Saint-Laurent e Balenciaga, a PPR já teve conversas com a empresa tempos atrás. Na opinião de Luciane, do IBModa, a associação seria interessante. “É um grupo internacional com fortes marcas de luxo, e esse é o objetivo da Osklen” diz. Além disso, o grupo tem dinheiro suficiente. Em 2010, o PPR teve receita de 14,6 bilhões de dólares.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação