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Varejo | 10/11/2011 12:04

Por que a semana da B2W, dona da Submarino, ainda pode ficar pior

Suspensão das vendas em São Paulo é determinada pouco antes da divulgação dos números do terceiro trimestre

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Lia Lubambo /EXAME.com

Submarino

Centro de distribuição do Submarino: atrasos se repetem - agora, em São Paulo

São Paulo – A semana da B2W, dona da Submarino, não deve ser das melhores. Depois de ser ameaçada de ter as vendas em São Paulo suspensas pelo Procon por três dias, a empresa se prepara para divulgar os números do terceiro trimestre na noite desta quinta-feira – e os analistas não esperam boas notícias.

De acordo com um relatório do Raymond James, assinado pelos analistas Daniela Bretthauer e Leonardo Liborio, os problemas da B2W continuam, e isso deve levar a maior empresa de varejo online do país a apresentar prejuízo entre julho e setembro.

Nas contas do Raymond James, as perdas chegariam a 21,7 milhões de reais, revertendo um lucro líquido de 15,9 milhões. Na avaliação da corretora, há três pontos que pesam contra a B2W neste trimestre.

O primeiro é o baixo ritmo de crescimento nas vendas, o que impede que custos fixos sejam mais diluídos. O segundo é o eventual impacto de até 30 milhões de reais em multas, decorrentes dos atrasos na entrega das encomendas, que levaram à suspensão das vendas no Rio de Janeiro no primeiro semestre. O último é o nível ainda elevado de despesas financeiras, causado pelo lento ciclo de conversão das vendas em dinheiro efetivo.

Atrasos

Nesta quinta-feira, foi publicada, no Diário Oficial, determinação de que a B2W suspenda, por 72 horas, as vendas em todo o estado de São Paulo dos sites Submarino.com e Americanas.com.

A medida é uma resposta ao aumento de reclamações dos clientes sobre atrasos e problemas na entrega. Segundo a Justiça, as queixas contra a B2W aumentaram 246% no Procon de São Paulo no primeiro semestre, para um total de 3.635.

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