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Por Nicola Pamplona
Rio - O diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada, informou hoje que a companhia estuda encerrar suas atividades no Irã, após a perfuração de dois poços no país. Segundo ele, as descobertas se revelaram subcomerciais e as concessões estão sendo devolvidas ao governo iraniano. A empresa mantém um escritório em Teerã, mas avalia a possibilidade de fechá-lo após a conclusão do processo de devolução das áreas. "Para que ficar lá se não tem produção que pague o investimento?", questionou o executivo, garantindo que a decisão de sair do país não é motivada por pressões políticas.
A Petrobras vinha sendo pressionada, inclusive por fundos norte-americanos de investimento, a respeitar o embargo ao Irã. "É uma avaliação estritamente técnica", reforçou Zelada. Em palestra durante a conferência Brazil Global Energy, o executivo adiantou que o foco da companhia no exterior está sendo reavaliado, no sentido de respeitar maior complementaridade com as atividades no Brasil. Assim, a área de exploração e produção, que hoje responde por 78% do orçamento, deve perder peso relativo para os segmentos de abastecimento e gás natural.
No primeiro caso, a empresa busca mercados para o petróleo que será extraído no pré-sal. Parte será refinada no Brasil, mas é possível que a Petrobras venha a buscar refinarias no exterior. A empresa vem realizando um estudo para investimentos na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que já deve contemplar essa nova visão.
Além disso, Zelada não descarta a possibilidade de alugar capacidade ou comprar participação em outra refinaria no futuro. Com relação ao gás, a ideia é buscar participação em projetos de gás natural liquefeito, com o objetivo de verticalizar a presença no setor. A estatal possui unidades de regaseificação no Brasil e quer participar também da ponta vendedora.
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