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Paul McCartney, ex-beatle e ativista pela causa ambiental, pediu aos seus fãs para que aderissem à campanha de não consumir carne às segundas-feiras a fim de combater o aquecimento global. Segundo a FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura), a produção de carnes mundial é responsável pela emissão de 18% dos gases causadores do efeito estufa, quantia superior à emissão de poluentes provenientes de todos os carros do mundo.
De acordo com a agência de notícias Bloomberg, a criação de bovinos, suínos e ovinos para consumo humano emite milhões de toneladas de metano, um gás mais prejudicial ao meio ambiente do que o gás carbônico.
"Se você quiser combater as alterações climáticas, não se trata só de eletricidade e da queima de florestas. A agricultura e o consumo de carne são grandes contribuintes também", afirmou Jan Van Aken, biólogo e ativista do Greenpeace.
Se bem-sucedida, a campanha de McCartney seria bastante prejudicial ao Brasil, um dos maiores produtores e exportadores e carne bovina do mundo. Também é brasileiro o maior frigorífico do mundo em abate de bovinos, o JBS-Friboi.
McCartney, que já posou com os Beatles com pedaços de carne crua para a capa de um álbum, tornou-se vegetariano por influência de sua esposa Linda, que chegou a fundar uma empresa de comida vegetariana e faleceu de câncer em 1998.
O casal levou a campanha, que começou nos Estados Unidos e na Austrália, para o Reino Unido. "Ter um dia livre de carne por semana é uma ótima oportunidade para que cada um mude seu estilo de vida em prol do meio ambiente", disse MacCartney em entrevista ao PRNewswire.
Muitos famosos apóiam a campanha, como os atores Alec Baldwin e Kevin Spacey; o comediante britânico Ricky Gervais; os cantores Chris Martin e Sheryl Crow; o artista Jeff Koons e os cozinheiros, Yotam Ottolenghi e Giorgio Locatelli.
O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que mudanças no cotidiano das pessoas ajudam a conter o aquecimento global, inclusive o não consumo de carne por pelo menos uma vez por semana. O Greenpeace estima que os gases tóxicos emitidos a cada quilo de carne bovina consumida equivale a mesma quantidade de poluentes emitidas por um avião que tenha percorrido 100km (62 milhas).
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