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A Oi busca um interessado em comprar uma fatia da Paggo, sua empresa de pagamentos via celular. Desde janeiro, executivos da operadora se reúnem com representantes de bancos para apresentar o serviço e, pelo menos, Santander e Banco do Brasil fizeram proposta para aquisição de participação na empresa. Procurados, nenhum dos dois bancos quis dar entrevista. A previsão é que o banco vencedor seja anunciado nas próximas semanas. A ideia é que a Oi permaneça no negócio e seja criada uma joint-venture com a instituição financeira escolhida.
Em agosto, o diretor responsável pela Paggo, Roberto Rittes, havia admitido à Exame (clique aqui para ler a reportagem) que parcerias seriam inevitáveis para o futuro da empresa. Lançada em julho de 2007, o desempenho da Paggo nunca correspondeu às expectativas da Oi. O plano da operadora era ter, até o final de 2008, 100 000 pontos de venda credenciados e 2 milhões de clientes. Mas até o fim de 2009 o sistema da Paggo contava apenas com 72 mil estabelecimentos credenciados e pouco mais de 200.000 usuários. Na tentativa de emplacar o serviço, a Oi promoveu, em maio do ano passado, o relançamento do serviço em 21 cidades do Nordesde e Sudeste onde a operadora possuía grande participação de mercado. Nos três meses seguintes, 8 000 novos pontos de venda entraram para a rede e a média de transações no sistema aumentou 35%. O avanço, no entanto, não foi suficiente para tornar a Paggo competitiva num mercado dominado pelas empresas de cartão Cielo e Redecard, que filiam lojas respectivamente para as bandeiras Visa e Mastercard no Brasil.
Pelo sistema da Paggo, o lojista envia o pedido de compra por mensagem de texto e o cliente a autoriza a transação digitando a senha em seu celular. A Oi é responsável por toda a administração do serviço, ou seja, é ela quem envia a fatura, dá o crédito e tem de cobrar os inadimplentes. A falta de experiência em gestão de crédito fez com que a empresa incorresse em erros estratégicos que dificultaram ainda mais sua entrada no mercado de cartões. Além da baixa adesão dos lojistas, apenas 15% do 1,3 milhão de clientes que se interessaram pelo produto no primeiro lançamento tiveram o crédito aprovado. O resultado foi o aumento das taxas de juros para patamares superiores a dos cartões disponíveis no mercado. Por isso, a associação com um banco que traga para a empresa a estrutura para análise de crédito, relacionamento com administradoras de cartão e gestão de inadimplência tornou-se vital para a sobrevivência da Paggo.
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