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O presidente dos EUA Barack Obama tem considerado aumentar os gastos públicos em alguns setores da economia e efetuar corte de impostos a fim de combater o alto índice de desemprego que assola os norte-americanos, segundo a agência de notícia Bloomberg.
A polêmica das iniciativas, que contemplam o aumento nas despesas com infraestrutura de transporte e uma extensão no crédito para os compradores de imóveis, está em como a Casa Branca tem balanceado a sua preocupação com o desemprego e o seu déficit orçamentário estimado em 1,6 trilhão de dólares em 2009 e 1,4 trilhão de dólares para 2010.
Cerca de 8 mil dólares é o valor da extensão do crédito fiscal para os compradores de imóveis que deixará de vencer no final deste ano. Além disso, está previsto a renovação de um benefício fiscal para as perdas operacionais que beneficiaria pequenas empresas.
De acordo com Chris Van Hollen, que preside o comitê democrático do congresso americano, investimentos em infraestrutura nas estradas, trânsito e pontes também está na lista das prioridades.
Segundo reportagem da Bloobnerg, ao considerar a implementação de tais medidas, a administração de Obama tem que conciliar duas medidas, de certa forma, contraditórias: a luta contra o aumento do desemprego através dos subsídios governamentais e a necessidade de manter os déficits em declínio.
O departamento do trabalho dos EUA informou na semana passada que o desemprego atingiu 9,8% em setembro, nível mais alto desde 1983. Já a massa salarial diminuiu cerca de 263 mil dólares, queda mais acentuada do que as previstas pelos analistas econômicos. Ao mesmo tempo, o déficit federal aumentou consideravelmente por causa do pacote de estímulo às instituições financeiras.
De acordo com a Casa Branca, não haverá novos pacotes bilionários para alavancar a economia do país. O objetivo, agora, é otimizar programas já existentes.
Dificuldade
No entanto, na opinião de Julian Zelier, professor de relações públicas na Universidade de Princeton (EUA), os estímulos econômicos de agora são muito mais difíceis do que os de fevereiro. "O déficit federal pode se tornar uma camisa de força política para os democratas", afirmou Zelier à Bloomberg.
Outro fator que pode criar mais um obstáculo para a administração dos novos projetos de Obama são as eleições para o presidente da Câmara dos deputados dos EUA (democratas e republicanos) programadas para novembro de 2010.
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