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A fundo de investimentos em infra-estrutura Invepar - que tem como acionistas a construtora OAS e os fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal - concluiu a compra do Metrô do Rio por 1 bilhão de reais. Leiloado em 1997, o Metrô do Rio é o único do Brasil controlado por empresas privadas. Seus principais acionistas são o Citigroup, o Valia (fundo de pensão dos funcionários da Vale) e o fundo Investidores Institucionais.
A Invepar afirma que planeja comprar as participações de minoritários pelas mesmas condições oferecidas aos controladores. Entre os minoritários estão o fundo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. O negócio ainda precisa ser aprovado pelo governo do Rio de Janeiro e pelos órgãos de defesa da concorrência. Caso o negócio obtenha sinal verde, a Invepar ampliará sua atuação no setor de transportes. O fundo já detém outras três concessões: 1) A Linha Amarela, uma das principais vias de acesso rodoviário ao Rio de Janeiro; 2) Um trecho da rodovia Linha Verde, na Bahia; 3) Um trecho da rodovia Raposo Tavares, em São Paulo.
Entre os vendedores, o negócio é estratégico para o Citigroup, que tem procurado reduzir suas participações não-estratégicas ao redor do mundo. Segundo maior banco dos Estados Unidos, o Citi chegou a sofrer um ataque especulativo no final de novembro, com fortes apostas do mercado de que a instituição também não sobreviveria à crise que levou à quebra do Lehman Brothers, à venda da Merrill Lynch para o Bank of America e a pesados prejuízos de Goldman Sachs e Morgan Stanley. O governo dos Estados Unidos teve que injetar 20 bilhões de dólares no Citi e se comprometeu a honrar a maior parte dos 306 bilhões de dólares em papéis podres detidos pelo banco para acabar com a boataria.
No Brasil, o Citi vendeu recentemente participações acionárias na Redecard, que processa as transações com cartões Mastercard e Diners, e na Brasil Telecom, para os controladores da Oi (ex-Telemar). No mercado, circula o rumor de que a própria operação bancária do Citi no Brasil poderia ser vendida - e o Bradesco sempre aparece como favorito para comprá-la. Porém, o presidente mundial do Citi, Vikram Pandit, esteve no Brasil em novembro e disse que esse negócio não está em estudo.
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