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A operadora de TV por assinatura Net será beneficiada pela provável compra da GVT pela Telefônica, na opinião dos analistas do banco Barclays. A entrada da GVT no segmento de varejo nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro era considerada um risco para os negócios de internet por banda larga da NET. No entanto, com a aquisição da Telefônica, este risco se limita somente ao Rio.
Já a corretora Link afirmou, em relatório, que a compra da GVT não deve ter problemas para ser aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com a corretora, apesar de o assunto ser polêmico, há grandes chances de que a agência conceda a anuência prévia, dado o precedente da fusão entre Brasil Telecom e Oi.
A subsidiária brasileira do grupo espanhol se dispôs a pagar 48 reais por ação da GVT, 14,3% acima do que a concorrente francesa Vivendi tinha acertado com os controladores da empresa-alvo em meados de setembro.
Segundo comunicado ao mercado, "a operação está condicionada à aquisição de pelo menos 51% das ações da GVT, à dispensa da aplicação dos mecanismos de proteção previstos no seu estatuto (poison pills) e à aprovação pela Anatel".
Na opinião dos analistas, como o controle da GVT é pulverizado, mesmo em um cenário de resistência dos controladores à oferta, as possibilidades de sucesso são grandes, já que a quantidade de ações negociadas no mercado (free float) é de 70%.
Para a Link, o que não é possível prever é qual será a reação da Vivendi com a oferta da Telefônica, uma vez que a companhia francesa está bastante interessada em fortalecer sua atuação em mercados emergentes. Além disso, já existia uma pressão do mercado para que a francesa elevasse o preço de sua oferta.
Os analistas preveem que com a operação, a Telefônica aumentaria a sua cobertura além dos limites de São Paulo, com pouquíssima sobreposição de rede. Além de blindar a forte concorrência no Estado de São Paulo.
Às 17h50, os papéis preferenciais da Net (NETC4, sem direito a voto) estavam em alta de 2,97%, para 22,50 reais.
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