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Natura Ekos: linha é uma das principais da empresa
São Paulo – Apesar da alta no lucro líquido de 5,2% sobre o terceiro trimestre do ano passado, aos 201,6 milhões de reais, a Natura afirma que o desempenho poderia ser melhor. São dois os motivos principais que impediram um crescimento maior da companhia: desaceleração da economia brasileira e problemas operacionais da empresa.
“O que temos visto é um mercado crescendo menos. Até julho cresceu 9% contra 13% no ano passado”, disse Roberto Pedote, vice-presidente de Finanças, Jurídico e Tecnologia da Informação da Natura, em teleconferência com a imprensa nesta quarta-feira. “Uma hipótese é que o aumento real do salário mínimo e a alta de custos da cesta básica concorreram com o bolso dos consumidores.”
A Natura continua com o plano de investimento em infraestrutura, sistemas e logística, com a inauguração de novos centros de distribuição, como o recém-inaugurado em São José dos Pinhais (PR). Até agora, segundo Pedote, a empresa investiu 250 milhões de reais – 80% a mais do que o mesmo períodos de 2010.
E vai ser preciso ter atenção redobrada. No terceiro trimestre, a companhia enfrentou problemas com a falta de produtos. Isso aconteceu por problemas no sistema de capturação de pedidos. “Houve um volume de produtos não disponíveis para venda acima da média histórica”, diz Penedo, sem detalhar o valor da média histórica nem do atual. Em comunicado, a empresa disse que todos os esforços já foram concentrados para minimizar os problemas.
Outro ponto que a Natura pretende melhorar é o tempo médio de entrega de produtos para as atuais 1,131 milhão de consultoras no Brasil (uma alta de 14,9% na comparação trimestral). Atualmente os produtos demoram cinco dias para chegar às consultoras. Em algumas cidades, como São Paulo, o tempo é menor – de um dia para o outro a entrega acontece. “Já no ano que vem vamos diminuir esse prazo e todo o processo se estenderá por dois ou três anos até diminuir a média nacional”, diz Pedote.
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