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As vendas de automóveis na China continuarão crescendo no ano que vem, mas a expansão deverá desacelerar para algo entre 10% e 15%, preveem executivos do setor. O governo chinês manterá, ao menos em certa medida, as políticas que estimularam as vendas de carros este ano, incluindo um corte de impostos para a compra de veículos com motores 1.6 ou abaixo disso.
"Eu não ouvi nada que indique o contrário, o governo tem sido muito claro ao dizer que o setor automotivo é muito importante para a economia chinesa", disse Nigel Harris, diretor geral da Changan Ford Mazda, parceria entre a Ford, a chinesa Chongqing Changan Automobile e a Mazda Motor. Ele prevê que o mercado automotivo chinês crescerá 10% em 2010, mas acredita que as vendas da Ford aumentarão mais do que isso.
Para este ano, ele projeta aumento de 50% das vendas da empresa. No período janeiro a outubro deste ano, as vendas da Ford cresceram 40% em comparação com o registrado em igual período do ano passado, para 188.244 unidades. A montadora norte-americana quer elevar sua atual fatia de 3% no mercado de carros de passeio chinês e vai introduzir três novos modelos e um outro atualizado nos próximos três anos, disse Harris.
De janeiro a outubro deste ano, as vendas de veículos aumentaram 38% na China frente a igual intervalo do ano passado. No início de novembro, a Associação de Fabricantes de Veículos do país projetou que as vendas de automóveis atingiriam 13 milhões de unidades este ano no país, 38,6% superiores ao nível de 9,38 milhões de unidades do ano passado.
O presidente e executivo-chefe da Mercedes-Benz, Klaus Maier, disse que a fabricante alemã espera que a China supere o Reino Unido como o terceiro maior mercado automotivo do mundo no ano que vem, ficando atrás apenas dos EUA e da Alemanha. Atualmente a China está em quarto lugar.
"Todos esperam crescimento, todos estão preparando a produção (para o ano que vem). Definitivamente não será como os 36% deste ano no mercado total, (mas) eu assumiria 15% de expansão sustentável por alguns anos", disse ele. A companhia planeja aumentar sua rede de concessionárias em 20 a 25 unidades na China por ano durante os próximos três a quatro anos, disse Maier, das 140 que possui este ano.
O presidente da Nissan (China) Investment, Yasuaki Hashimoto, por sua vez, prevê que as vendas totais na China crescerão em média 10% ao ano no médio e longo prazo. As informações são da Dow Jones.
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