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Alimentos | 26/08/2011 15:06

Minerva descarta ativos de aves e suínos da BRF

Empresa não tem interesse em comprar ativos que serão vendidos como parte do acordo feito com os órgãos de concorrência brasileiros

Fabíola Gomes, da
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Brasil Foods

A parte de aves e suínos da Brasil Foods estão à venda como acordo para aprovação da fusão pelo Cade

Barretos - O Minerva, terceiro maior processador de carne bovina no Brasil, não tem interesse em comprar ativos de aves e suínos da Brasil Foods, que serão vendidos como parte do acordo feito com os órgãos de concorrência brasileiros.

O presidente do Minerva, Fernando Galetti de Queiroz, afirmou que a empresa eventualmente teria interesse em participar do processo de venda de ativos da BRF se ele fosse feito de forma fatiada, de maneira que pudesse apresentar oferta por ativos de bovinos.

"Só haverá interesse se a venda for fatiada. Por enquanto, não se tem muita informação, mas se for vendida em bloco não há interesse de nossa parte", afirmou Queiroz a jornalistas nesta sexta-feira.

Como parte do acordo da Brasil Foods para que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovasse a incorporação da Sadia pela Perdigão, negócio que deu origem à empresa, foi determinada a venda de vários ativos, mas preferencialmente em bloco para um só comprador.

Uma eventual negociação fatiada teria que ser submetida ao Cade para aprovação, segundo o acordo.

A Brasil Foods trabalha com o banco BTG Pactual no planejamento da venda dos ativos, que incluem dez fábricas de alimentos, dois abatedouros de suínos, dois abatedouros de aves e oito centros de distribuição, entre outros bens --a parte de bovinos do pacote restringe-se a produtos processados e ainda assim é pequena, segundo a BRF. Veja mais aqui:

Queiroz ressaltou que o Minerva pretende manter o foco no setor de bovinos, diferentemente de seus competidores como o Marfrig e o JBS, que entraram em aves e suínos com aquisições no Brasil e no exterior.

Mas não descartou novas aquisições. "Obviamente estamos no mercado e olhando oportunidades."

Mercado interno

Queiroz afirmou que os investimentos da companhia em greenfields (projetos feitos do zero) começam a maturar e fornecem a base para o crescimento esperado entre 2011 e 2012, mais firme sobretudo no mercado brasileiro, guiado pelo aumento do consumo das classes C e D.

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