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Nova York - A farmacêutica Merck, a maior do mundo junto a Pfizer, informou hoje que no primeiro semestre de 2010 ganhou US$ 1,051 bilhão, o que supõe uma queda de 65% com relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia detalhou que seu lucro líquido alcançou os US$ 0,33 centavos por ação, frente aos US$ 1,41 do primeiro semestre de 2009, quando teve um lucro de US$ 2,981 bilhões em suas contas, devido, sobretudo, a diferentes custos estruturais e relações com operações de fusão.
A firma explicou, no entanto, que seus lucros no primeiro semestre superaram os US$ 22,768 bilhõe, mais do dobro que o faturado no mesmo período de 2009, graças aos bons resultados nas vendas de tratamentos para doenças como aids e diabetes.
"Com o sólido rendimento conseguido durante a primeira metade do ano, continuamos confiantes em conseguir nossos objetivos financeiros a longo prazo", disse em comunicado, após apresentar as contas ao presidente e executivo-chefe da companhia, Richard Clark.
A companhia, com sede em Nova Jersey, apontou portanto, para o conjunto do ano, que espera ganhar entre US$ 3,29 e US$ 3,39 por ação, ao mesmo tempo em que prevê que seu faturamento se situe entre os US$ 45,4 bilhões e os US$ 46,1 bilhões.
No que se refere ao segundo trimestre, o período que os analistas financeiros prestam mais atenção, a empresa acumulou uma ganho de US$ 752,4 milhões (US$ 0,24 por ação), 52% a menos que no mesmo trimestre do ano anterior, quando superou os US$ 1,556 bilhão (US$ 0,74).
A empresa explicou que essa queda se deve a "custos materiais e de produção" que alcançaram os US$ 4,5 bilhões durante o segundo trimestre de 2010, frente aos US$ 1,4 bilhão que se destinaram a essas necessidades no primeiro trimestre do ano anterior.
Merck detalhou, além disso, que os resultados do segundo trimestre incluem US$ 1,7 bilhão de "despesas adicionais relativas à amortização de ajustes contábeis a seus inventários e bens" relacionados com a aquisição da Schering-Plough, uma companhia que acordou comprar em 2009 por US$ 49,6 bilhões.
Seu faturamento entre abril e junho de 2010, no entanto, aumentou em 92% e ficou em US$ 11,346 bilhões.
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