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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) planeja restringir a venda de produtos não-farmacêuticos nas farmácias como forma de evitar que este tipo de estabelecimento perca seu propósito específico, que é a venda de medicamentos e produtos de higiene e a prestação de serviços farmacêuticos. Além disso, a agência deve proibir, a partir de fevereiro de 2010, que os medicamentos isentos de prescrição médica sejam disponibilizados aos clientes nas gôndolas, sendo permitida sua venda apenas no balcão. As duas medidas, segundo os analistas da corretora Fator, podem trazer benefícios às empresas Drogasil e Hypermarcas.
No primeiro caso, com o aumento da competitividade e a introdução de barreiras à informalidade no varejo farmacêutico, a venda de produtos não-farmacêuticos tem sido uma alternativa encontrada por estabelecimentos independentes, sem as mesmas vantagens competitivas das grandes redes. Com a restrição da Anvisa, o processo de consolidação do setor deverá se acelerar, favorecendo as grandes redes que possuem planos de expansão, como a Drogasil. A restrição da venda dos produtos não-farmacêuticos ainda não foi confirmada.
Com a segunda medida, ao levar os medicamentos isentos de prescrição médica para trás do balcão, a ANVISA poderá restringir parte do consumo espontâneo desses produtos. Entretanto, as barreiras à entrada no mercado de marcas pouco conhecidas será ampliada, já que tais empresas têm menor capacidade de divulgação de seus produtos em comparação com as grandes marcas. Portanto, essa medida favorece a consolidação do setor de medicamentos isentos de prescrição médica e empresas que investem fortemente em publicidade e propaganda, como a Hypermarcas.
Os papéis da Drogasil (DROG3), nesta segunda-feira (19/10), são cotados a 24,34 reais na Bovespa. Às 15h04, as ações da Hypermarcas (HYPE3) operavam em alta de 1,11%, a 36,53 reais, enquanto o Ibovespa operava em alta de 1,68%, aos 67.310 pontos.
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