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A aquisição de 51,9% do capital da Medial Saúde vai posicionar a operadora de planos de saúde Amil como a líder do mercado brasileiro no segmento e a maior rede privada de hospitais do Brasil, de acordo com analistas da corretora do Banco Fator. Além dos analistas, o mercado também recebeu bem a notícia da compra, e as ações da Amil (AMIL3) fecharam o pregão desta segunda-feira (23/11) em alta de 6,16%, negociadas a 13,96 reais.
Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), a soma do número de beneficiários de planos de assistência médica e hospitalar da Amil e Medial em junho de 2009 era de quase 10% do total de 41,5 milhões de beneficiários desses planos no país. Dessa forma, a participação conjunta das empresas superou a da Bradesco Saúde, que era a líder desse mercado. Além disso, a operação garante à Amil a extensa rede de 23 hospitais localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além do Distrito Federal.
A ressalva dos analistas, entretanto, é que o crescimento na rentabilidade da Amil dependerá não apenas das receitas, mas também de um adequado controle de custos. “A gestão eficaz do índice de sinistralidade, a maior utilização da rede própria e a diluição de despesas administrativas são fatores chave para o sucesso do negócio”, diz o relatório dos analistas.
Outras consequências da aquisição que devem favorecer a Amil devem ser a ampliação da atuação geográfica, o fortalecimento da atuação no setor corporativo e o aumento da atuação no segmento odontológico. Além disso, a empresa deve obter ganhos de escala fundamentais para sua estratégia competitiva em um momento de acirrada concorrência no setor
Por outro lado, a incorporação traz alguns desafios para a Amil. O principal deles deve ser o de capturar as sinergias embutidas no alto preço da transação e lidar com os fatores responsáveis pelos seguidos prejuízos da Medial, dentre os quais estão: 1) uma carteira de benefícios de baixa qualidade; 2) falta de capacidade de atendimento na rede própria; 3) hospitais e centros médicos que necessitam de reformas; 4) ineficiência dos processos.
Os papéis da Medial Saúde (MEDI3) encerraram o pregão desta segunda-feira em queda de 0,61%, negociados a 16,29 reais.
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