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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) aumentou nesta segunda-feira (11/12) a sua oferta pela Corus. Com oferta formal de 515 pence por ação, a siderúrgica brasileira ultrapassa o valor de 500 pence por ação oferecido pela Tata no último domingo (10/12). A manobra valoriza a siderúrgica anglo-holandesa em 4,9 bilhões de libras esterlinas, um acréscimo de 3% do valor oferecido pela indiana.
De acordo com o americano The Wall Street Journal, a diretoria da Corus aprovou a oferta feita pela Tata no domingo. No entanto, a CSN afirma em comunicado que a sua oferta também foi aprovada. O texto também diz que existe uma lógica estratégica e industrial para uma combinação entre as duas siderúrgicas e que a Corus teria acesso às reservas de minério de ferro brasileiras.
A Corus não possui acesso próximo ao minério de ferro, possui altos custos trabalhistas e de pensões e opera vários setores ineficientes no Reino Unido. Mas como as maiores siderúrgicas da Europa, dos Estados Unidos e de mercados emergentes foram já tomadas, ela é uma das últimas grandes fornecedoras que sobraram em um mercado onde os clientes pagam em moeda forte.
A CSN disse que seria uma boa parceira para a Corus por ter uma das maiores minas de ferro no mundo, além de um dos custos mais baixos de produção. A Tata prometeu para a siderúrgica anglo-holandesa cargos altos na diretoria. A indiana planeja se expandir para a Europa e aumentar a sua capacidade, num momento em que a Índia vive uma intensa demanda de aço para construir sua infra-estrutura e bens duráveis para a sua economia em forte expansão.
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