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Os bons resultados trimestrais anunciados nesta terça-feira pela Vivo não deverão se repetir no final de 2008, segundo avaliação da analista Beatriz Battelli, da Brascan. Para ela, o quarto trimestre sazonalmente não apresenta margens Ebtida (lucro antes de impostos e amortizações) maiores que as do terceiro. Além disso, a chegada a Oi a São Paulo deve incomodar os concorrentes.
"A Oi chegou ao mercado de São Paulo em outubro com uma postura muito agressiva, com promoções que chamaram a atenção do consumidor. Isso pode interferir nos resultados da Vivo, que foram muito positivos no terceiro trimestre deste ano", afirma Battelli.
Para ela, as compras de fim de ano farão com que as operadoras briguem ainda mais pelos clientes. "As empresas tendem a ser mais agressivas em termos comerciais no final do ano por conta das festividades natalinas. Ocorre maior número de promoções, o que acaba elevando as despesas comerciais. E isso deve ser levado em conta quando olharmos os números do quarto trimestre", diz a analista da Brascan.
A corretora Fator divulgou comunicado afirmando que os resultados da Vivo ficaram "acima das expectativas" e sugeriu compra de ações da empresa. Na Bovespa, às 16h50, a companhia registrava alta de 4,22%, contada a 22,93 reais a unidade.
Bons resultados
A Vivo registrou lucro líquido de 130 milhões de reais entre julho e setembro. O Ebtida cresceu 39,8%, pulando para 1,3 bilhão de reais. A empresa somou uma base de clientes de 42,2 milhões, alta de 21% em relação ao total combinado de Vivo e Telemig - adquirida por ela em abril deste ano - no mesmo período do ano passado.
Porém, a companhia viu novamente o seu crescimento de assinantes permanecer abaixo do verificado no mercado brasileiro. A empresa conquistou 4,6% mais clientes, ante 5,7% da média nacional.
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