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Caça Rafale: missão na Líbia pode ser boa publicidade para o modelo
Paris - A intervenção militar aérea lançada sábado, na Líbia, por uma coalizão internacional oferece uma grande oportunidade de mostrar em ação o caça francês Rafale, que Paris e o fabricante Dassault tentaram vender, até agora sem sucesso, a vários países, entre eles o Brasil.
Sábado, oito Rafale sobrevoaram o céu líbio para estabelecer uma zona de exclusão aérea em cumprimento a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para proteger a população civil da ofensiva militar do dirigente líbio Muammar Kadafi. Domingo foram seis.
Todos realizaram missões de reconhecimento e/ou de ataque. Outros oito aparelhos estão a bordo do porta-aviões nuclear francês "Charles de Gaulle" que zarpou domingo em direção à Líbia.
"Talvez seja uma forma de fazer publicidade do Rafale graças à experiência em combate", resumiu nesta segunda-feira Jean Pierre Maulny, subdiretor do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (IRIS) encarregado de assuntos de defesa e segurança.
"Embora o Rafale já seja empregado no Afeganistão, esse conflito não é popular. E por isso, os industriais precisam informar sobre o material" deslocado para determinados cenários bélicos, explicou.
Considerado um êxito da tecnologia francesa, o Rafale representa, no entanto um fracasso comercial uma vez que a França nunca conseguiu exportá-lo.
No começo de fevereiro, o diretor geral da Dassault Aviation, Charles Edelstenne, afirmava que o Rafale tinha possibilidade de ser vendido a oito países.
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