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Os herdeiros consideram ilegal a ordem de confisco de 16 de janeiro de 1945 que nacionalizou a empresa
Paris - Os herdeiros do fabricante de automóveis Louis Renault solicitaram nesta quarta-feira à justiça francesa compensações pela nacionalização da empresa após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, acusada de ter colaborado com a Alemanha nazista durante a ocupação.
A ação judicial foi iniciada por sete netos de Louis Renault (1877-1944), fundador em 1898 ao lado de dois irmãos da empresa com sede em Boulogne-Billancourt, perto de Paris.
Durante a ocupação nazista, as fábricas da Renault trabalharam para o Exército alemão.
Os herdeiros consideram ilegal a ordem de confisco de 16 de janeiro de 1945 que nacionalizou a empresa.
Os netos se baseiam em um novo mecanismo jurídico, vigente desde março de 2010, chamado de "questão prioritária de constitucionalidade" (QPC) que permite impugnar as leis, "algo que antes era juridicamente impossível", afirmou o advogado da família, Thierry Levy.
Segundo o advogado, a ordem de 1945 era "contrária aos princípios fundamentais do direito à propriedade", um direito inscrito na Constituição francesa.
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