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São Paulo - O CEO da Heineken, Jean-François van Boxmeer, 49, não se dá por contente quando olha para o mapa-múndi e vê a empresa espalhada por 172 países. Boxmeer tem dois objetivos: aumentar a presença do seu exército verde ao redor do globo e diminuir a força dos seus concorrentes. Em seus planos estratégicos, o Brasil ocupa um lugar de destaque. "O Brasil é o segundo maior mercado mundial de consumo de cerveja, com 109 milhões de hectolitros por ano", diz ele ao Portal EXAME.
O primeiro passo para cumprir a missão de crescer na América Latina já foi dado no começo deste ano. Em janeiro, a cervejaria holandesa desembolsou 7,6 bilhões de euros para comprar a mexicana Femsa, dona da marca Kaiser no Brasil. A transação permitiu à Heineken se tornar mais independente do mercado europeu e mudar o seu foco para países como o México, o Brasil, o Chile e os Estados Unidos, onde Boxmeer calcula poder obter 25% dos seus lucros. Atualmente, essa proporção é de 11%. "Queremos aumentar a nossa exposição especialmente ao crescimento dos mercados emergentes", diz o executivo.
No Brasil, a missão da Heineken é espinhosa. A Femsa fechou o ano passado com participação de 7,6% no mercado brasileiro de cerveja, contra 11,8% da Petrópolis, 13,2% da Schincariol e 69,9% da AmBev. Para piorar, neste ano a Schincariol fez um grande investimento na marca Devassa para posicioná-la como uma cerveja de massa e abriu negociações para a compra da Petrópolis.
Dentro do objetivo de galgar posições rumo ao topo, a cervejaria holandesa pretende consolidar o seu portfólio de bebidas - composto por Kaiser, Bavaria Clássica, Sol, Heineken e Xingu - e lançar novas marcas. Veja a seguir os principais trechos da entrevista concedida ao Portal EXAME.
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