Aguarde...
CombustívelEmpresas brasileiras miram mercado espanhol de biodiesel
EletrônicosSiemens planeja investir até US$1 bi no Brasil até 2017
Até junhoEquador espera fechar acordo de indenização à Petrobras
FarmáciasCade aprova por unanimidade fusão de Raia e Drogasil
BalançoHP tem lucro de US$ 1,59 bilhão no 2º tri fiscal
EnergiaFamília Gradin anuncia fábrica de etanol celulósico de R$ 300 milhões
FusãoCade aprova alienação de ativos da BRF para Marfrig
BebidasCade arquiva processo sobre venda de 'litrão' pela Ambev
CimentosVotorantim investe R$ 600 mi em nova fábrica em Goiás
BalançoLucro do Sonae SGPS cai 83% no primeiro trimestre
Denise Johnson, da GM do Brasil: investimentos bilionários programados
São Paulo - Desde que assumiu o cargo de presidente da filial brasileira da General Motors (GM) em 1º de julho, a americana Denise C. Johnson, na companhia há 21 anos, tem a tarefa de manter o crescimento da unidade do Brasil. Apesar da concordata da matriz, a GM brasileira se manteve firme frente à quebradeira provocada pela crise internacional de 2008.
A estratégia inicial já está definida. "Nós vamos renovar completamente o portfólio de carros nos próximos dois anos", disse Denise, no simpósio sobre tendências e inovação da indústria automotiva, realizado pelo SAE Brasil nesta segunda-feira (30/8).
Um dos pontos levantados por ela para mostrar a importância do mercado brasileiro foi o bom desempenho da marca Chevrolet - carro-chefe no Brasil. Em 2010, foram vendidas cerca de 660.000 unidades - um crescimento de 80% em relação a 2000. Com esse salto, o país se tornou o terceiro mercado da GM no mundo e o segundo para a marca Chevrolet.
Bilhões em investimentos
Com o bom crescimento de vendas, além de um consumo aquecido com a ascensão da classe C graças às facilidades de crédito, a empresa passou a focar mais no Brasil. Prova disso são os investimentos de 5,42 bilhões de reais até 2012 destinados à melhoria das plantas, das fábricas e de pessoal.
O foco da companhia, segunda a presidente, será o investimento em tecnologia. "Vamos investir 6% em desenvolvimento e pesquisa", diz Denise. A montadora conta hoje com uma equipe de aproximadamente 1.200 engenheiros - com mais contratações previstas - para a fabricação de seus produtos.
Com isso, a GM espera reduzir os níveis de importação. "A venda de carros importados vem crescendo. É algo preocupante. Queremos produzir aqui e não podemos deixar a importação ser a saída mais fácil", diz Denise.
A forte demanda por caminhões ainda não tem uma estratégia definida pela GM do Brasil, apesar de a matriz ter investimentos em países latinoamericanos como Chile, Venezuela e Colômbia.
Carros conectados
Sobre o forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, Denise disse que a montadora planeja criar carros que tenham conectividade. "Como os consumidores de hoje são jovens e muito ligados às redes sociais como Facebook e Twitter, queremos ter modelos que permitam acesso a esses recursos", diz.
"Queremos trabalhar com banda larga 4G nos veículos com sistemas que possibilitem uma interatividade entre os usuários", afirma ela. "Pretendemos ter um sistema que mostre os melhores lugares para comer ou sair em determinada região em que você está passando com seu carro. Tudo isso baseado na opinião de outros motoristas que enviam suas avaliações."
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação