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A General Motors afirmou que a ajuda financeira do governo americano já é suficiente para enfrentar a pior crise de sua história e, por isso, não precisará de mais dinheiro para se reestruturar. Até fevereiro, a montadora deverá receber um total de 13,4 bilhões de dólares do Tesouro dos Estados Unidos, além de 6 bilhões para apoiar seu braço financeiro, a GMAC. Segundo um porta-voz da companhia, Greg Martin, a quantia basta para cobrir "nossas necessidades de liquidez, nos cenários traçados em dezembro no plano apresentado ao Congresso".
O pacote de socorro às três maiores montadoras americanas - GM, Ford e Chrysler - soma 17 bilhões de dólares e foi aprovado em dezembro pelos congressistas, após muita polêmica. Em 31 de dezembro, de acordo com a agência de notícias Bloomberg, a GM recebeu a primeira parcela da ajuda - 4 bilhões de dólares. Outros 5,4 bilhões devem ser liberados em janeiro. Os recursos saíram do TARP, o fundo de emergência criado pelo governo americano para, inicialmente, socorrer os bancos afetados pela crise financeira mundial. Se o Congresso aprovar a liberação de outros 350 bilhões de dólares do TARP, a GM deve receber mais 4 bilhões em fevereiro.
Para se reerguer, a GM está negociando com os grandes sindicatos mudanças na sua política trabalhista e de benefícios. Outra medida é cortar pela metade as dívidas. O governo americano pode obrigar a montadora a devolver o empréstimo no final de março, se entender que os esforços da empresa não estão gerando resultados.
Mas, para os analistas, a capacidade de recuperação da maior montadora dos Estados Unidos depende de fatores difíceis de prever neste momento de acentuada crise econômica. Um deles é o tamanho do mercado americano de automóveis neste ano. Em 2008, as vendas de automóveis nos Estados Unidos somaram 13,2 milhões de unidades, o pior nível desde 1992. No cenário mais pessimista traçado pela GM, o mercado americano deverá absorver 10,5 milhões de veículos em 2009. Na melhor hipótese, as vendas ficarão em 12 milhões de carros.
O Tesouro americano também liberou 4 bilhões de dólares em 2 de janeiro para a Chrysler, que chegou a anunciar a suspensão de suas atividades por um mês, em dezembro, até que o dinheiro chegasse a seu caixa. Já a Ford afirmou que, por ora, não necessita de ajuda para tocar suas operações.
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