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Papel | 02/09/2010 16:46

Sem espaço, Suzano eleva eficiência em sua unidade mais antiga

Responsável por 60% da produção de papel da companhia, fábrica não tem pode expandir fisicamente

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Carolina Marcondes, da

São Paulo - A unidade do município de Suzano, no interior de São Paulo, da Suzano Papel e Celulose não tem possibilidades de crescer fisicamente. Assim, a mais antiga unidade da companhia aposta em programas de eficiência para elevar a produção e manter o local como o maior produtor de papel da empresa.

Antiga Indústria de Papel Euclides Damiani, a unidade de Suzano foi adquirida pelo fundador Leon Feffer em 1955 com o objetivo de ser uma fábrica-piloto para a produção de celulose de eucalipto.

Atualmente, a unidade tem capacidade de produção anual de 600 mil toneladas de papel e 550 mil toneladas de celulose. Segundo o diretor de operações Ernesto Pousada, o local concentra 60 por cento da produção de papel da companhia, entre quatro máquinas de couché, não revestidos, papelcartão e cut size.

De todo o faturamento da Suzano, de 50 a 55 por cento são no segmento de papel.

"Não planejamos grandes investimentos em aumento de capacidade na cidade de Suzano. Mas temos interesse em continuar atuando com papel e essa unidade é a grande representante disso", afirmou Pousada à Reuters, no final da quarta-feira.

"Fisicamente é impossível expandir a unidade, mas temos alguns programas de eficiência, como um programa para produzir mais com o mesmo ativo", afirmou o diretor. "Foram 50 milhões de reais de ganhos nos últimos três anos."

Entre as modernizações na unidade, é possível a construção de um novo duto de transporte de celulose da Suzano para a Melhoramentos Papéis, que possui uma fábrica ao lado.

É possível ver um duto que já liga as duas unidades, mas ele está desativado atualmente, disse Pousada. Isso porque, de acordo com o executivo, "a ideia não deu certo tecnicamente". "Mas continuamos fornecendo celulose para a Melhoramentos... Estamos voltando a estudar (o uso de um duto para transporte)."

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