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Segundo a investigação, o suborno ocorreu em 1998
Nova York - A Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC, na sua sigla em inglês) acusou nesta terça-feira oito executivos da Siemens de terem negociado ali pagamentos de mais de US$ 100 milhões em subornos para que o grupo alemão recebesse um contrato na Argentina.
O regulador americano apresentou um requerimento no Tribunal Federal de Distrito de Manhattan no qual assegura que estes diretores entregaram o dinheiro a funcionários dos Governos dos ex-presidentes argentinos Carlos Menem (1989-1999) e Fernando de la Rúa (1999-2001).
De acordo com a SEC, os executivos falsificaram documentos como faturas e contratos de consultoria e negociaram nos EUA os termos dos pagamentos, que foram efetuados através de contas em bancos americanos.
Segundo o processo, os fatos remontam a 1998, quando a Siemens conseguiu um contrato no valor de US$ 1 bilhão para fabricar 42 milhões de novos documentos nacionais de identidade na Argentina.
Um ano antes, a empresa alemã já havia começado a subornar funcionários argentinos para garantir a licitação, que primeiro foi suspensa pela mudança de Governo em 2001 e finalmente foi cancelada definitivamente.
O total do dinheiro entregue superou os US$ 100 milhões, sendo que US$ 31,3 milhões foram distribuídos a partir do dia 12 de março de 2001, quando a Siemens começou a cotar na Bolsa de Nova York e a estar sob a supervisão da SEC.
Os representantes da Siemens continuaram efetuando pagamentos em uma tentativa de reviver o projeto até o início de 2007, de acordo com o texto da denúncia.
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