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Apesar de não envolver uma empresa aérea brasileira nem de aparentemente ter havido falha da infraestrutura e do sistema de segurança de voos do país, o desaparecimento do Airbus da Air France que decolou do Rio de Janeiro com destino a Paris no domingo pode ter, no curto prazo, um impacto na venda de passagens aéreas.
"O impacto principal vai ser sobre a demanda de passageiros. Se o mercado esperava uma recuperação das vendas, isso deve demorar mais tempo", diz Victor Mizusaki, analista da corretora do Itaú, que trabalha de forma independente do banco. "Mas é cedo ainda para avaliar o impacto", afirma.
A explicação de especialistas é de que a intensa cobertura da mídia sobre qualquer acidente aéreo assusta os passageiros. Reforça a percepção de insegurança o fato de essa ter sido a terceira queda de uma grande aeronave comercial no país em pouco mais de três anos. Em 2006, a colisão de raspão entre um Legacy da Embraer e um Boeing da Gol matou os 154 ocupantes. No ano seguinte, um Airbus da TAM não conseguiu frear no aeroporto de Congonhas, saiu da pista e se chocou contra um prédio da própria empresa aérea, matando 199 pessoas.
Haverá descontos?
Outro fator que pode prejudicar principalmente a TAM é a provável concessão de descontos pela Air France para voltar a atrair passageiros para os voos entre a França e o Brasil.
Uma resolução aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já liberou a concessão de descontos de até 20% nas passagens internacionais. Em julho, esse percentual poderá subir a 50%. A partir de abril de 2010, deixará de existir um preço mínimo e as tarifas poderão ser até mesmo zeradas se essa for a estratégia da companhia aérea.
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