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02/06/2009 11:43

Desaparecimento de avião da Air France deve reduzir venda de passagens

Especialistas consideram que haverá um impacto negativo no curto prazo na procura por bilhetes, mas sem grande impacto para Gol, TAM e Embraer

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Marcio Orsolini e Gisele Cabrini, de

Apesar de não envolver uma empresa aérea brasileira nem de aparentemente ter havido falha da infraestrutura e do sistema de segurança de voos do país, o desaparecimento do Airbus da Air France que decolou do Rio de Janeiro com destino a Paris no domingo pode ter, no curto prazo, um impacto na venda de passagens aéreas.

"O impacto principal vai ser sobre a demanda de passageiros. Se o mercado esperava uma recuperação das vendas, isso deve demorar mais tempo", diz Victor Mizusaki, analista da corretora do Itaú, que trabalha de forma independente do banco. "Mas é cedo ainda para avaliar o impacto", afirma.

A explicação de especialistas é de que a intensa cobertura da mídia sobre qualquer acidente aéreo assusta os passageiros. Reforça a percepção de insegurança o fato de essa ter sido a terceira queda de uma grande aeronave comercial no país em pouco mais de três anos. Em 2006, a colisão de raspão entre um Legacy da Embraer e um Boeing da Gol matou os 154 ocupantes. No ano seguinte, um Airbus da TAM não conseguiu frear no aeroporto de Congonhas, saiu da pista e se chocou contra um prédio da própria empresa aérea, matando 199 pessoas.

Haverá descontos?

Outro fator que pode prejudicar principalmente a TAM é a provável concessão de descontos pela Air France para voltar a atrair passageiros para os voos entre a França e o Brasil.

Uma resolução aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já liberou a concessão de descontos de até 20% nas passagens internacionais. Em julho, esse percentual poderá subir a 50%. A partir de abril de 2010, deixará de existir um preço mínimo e as tarifas poderão ser até mesmo zeradas se essa for a estratégia da companhia aérea.

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