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A CSN acredita que está pronta para enfrentar um mercado mais fraco caso a situação mundial piore
São Paulo - A CSN, siderúrgica mais rentável do Brasil, espera vender mais minério de ferro e aço no próximo ano, disseram executivos nesta sexta-feira, em um sinal de que estão menos preocupados do que os investidores sobre o risco de recessão global.
Mesmo em um cenário ainda desafiador, a empresa poderá vender cerca de 33 milhões de toneladas de minério de ferro no próximo ano, cerca de 6,4 por cento a mais do que a meta de 31 milhões de toneladas para 2011, disse o diretor da divisão de mineração no grupo siderúrgico, Daniel Santos, em uma teleconferência.
As vendas de aços planos e outros produtos de aço podem chegar a pelo menos 5 milhões de toneladas a 5,2 milhões de toneladas, em comparação com a meta de 5 milhões de toneladas deste ano, disse o diretor da divisão de aço, Luiz Fernando Martinez.
A empresa, que ainda está discutindo as metas de produção e vendas para o próximo ano, permanece cautelosa sobre a perspectiva para a mineração mundial e os mercados de aço, mas disse que está preparada para enfrentar um mercado fraco.
"É muito cedo para avaliar o impacto sobre o que está acontecendo (com minério de ferro) em todo o mundo, e como isso pode afetar o nosso negócio", disse o diretor de Relações com Investidores, David Salama.
A maior parte dos 1,097 bilhão de reais (630 milhões de dólares) de lucro do terceiro trimestre veio da mineração, o que denota a dependência da empresa das vendas de minério de ferro para produzir lucros.
"As estimativas deles para o próximo ano parecem muito otimistas", disse Pedro Galdi, chefe de pesquisa da SLW Corretora em São Paulo. "Há sérios riscos para o minério e para o aço nos próximos meses." As perspectivas para a siderurgia da CSN, no entanto, permanecem incertas, diante da pressão no custo de matérias-primas, a enxurrada de importações de aço barato da China e da Turquia e uma moeda volátil que afeta os custos.
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