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26/01/2010 08:48

CSN, Camargo ou Votorantim. Quem leva a Cimpor?

Veja o que muda no setor de cimentos caso uma das empresas brasileiras feche negócio com a companhia portuguesa

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Cimento

Desde 2007, setor de cimento cresceu cerca de 40%. A expectativa é que, com novas consolidações, o mercado se desenvolva ainda mais nos próximos anos

Desde quando o matemático húngaro John von Neumann conheceu a lógica do jogo de pôquer, ele notou certa semelhança com o mundo dos negócios. Os óculos de sol e o boné, para esconder qualquer expressão reveladora, indicam que o resultado de qualquer jogador depende não só do que ele faz mas também de como os adversários reagem. Essa sacada de Neumann provocou uma revolução nas ciências econômicas. Vira e mexe, a chamada Teoria dos Jogos está presente em produções de Hollywood, na hora de pagar a conta do bar e, vá lá, em operações de fusões e aquisições.

No começo de 2010, o setor de cimento no Brasil protagonizou um jogo disputadíssimo, do qual três dos maiores grupos empresariais brasileiros resolveram participar. Quem deu as cartas na primeira rodada de negociações foi a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que ofereceu 3,68 bilhões de euros pela cimenteira portuguesa Cimpor. A décima maior empresa do mundo recusou a proposta hostil de Benjamin Steinbruch. "Tendo analisado cuidadosamente aqueles documentos, o Conselho entende que a oferta subavalia significativamente a empresa e não representa o melhor interesse dos seus acionistas", diz o comunicado da companhia de Portugal.

 

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