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A consultoria de gestão internacional Monitor Group ainda não sentiu o impacto da crise financeira mundial. “Mas vamos sentir”, afirma Rogério Rizzi, sócio-diretor da empresa no Brasil. A grande preocupação dos seus clientes, de acordo com ele, é não saber onde está o fundo do poço. Por isso, desde que a crise se instalou de forma mais acentuada, diz Rizzi, a primeira meia hora de reunião com os clientes passou a ser dedicada integralmente ao assunto. De forma geral, o cliente está apreensivo, principalmente os grupos exportadores, que trabalham com commodities, pressionadas pela queda da demanda causada pela valorização do dólar e pela queda no preço dos produtos.
A postura do Monitor Group é aconselhar a sua clientela, formada por cerca de 15 grandes grupos empresariais, a não entrar em pânico e manter o espírito de perseverança. A crise veio com força justamente no momento em que as empresas definem o planejamento estratégico e orçamentário do próximo ano. “Digo ao cliente que ele não deve abandonar os seus planos de investimento, mas pode remodelá-los”, afirma Rizzi. Em outras palavras, se o empresário pensava em aprovar um projeto de R$ 2 bilhões, pode dividi-lo em oito etapas, com investimento de R$ 250 milhões cada. “Dessa forma, não joga todas as fichas num único investimento.”
Rizzi diz que muitas empresas estavam traçando planos bastante agressivos para 2009. Agora, estão tentando se reorganizar, repensar o futuro. O que, na sua opinião, pode ser algo positivo. Segundo ele, não é momento para trabalhar com orçamento engessado. “Quem tiver mais agilidade para planejar, agir com mais flexibilidade, vai sair melhor dessa crise”, diz. “As empresas que conseguirem tomar decisões rápidas, de preferência fazendo planejamento estratégico trimestral ao invés de anual, vão se dar melhor.”
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