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A compra da GVT pela Vivendi não será prejudicial apenas para a Telefónica, principal concorrente do grupo francês na aquisição da operadora. Segundo os analistas da corretora Ativa, o ímpeto com que a Vivendi chega para concorrer no mercado brasileiro pode ameaçar também a Oi e a NET.
O impacto negativo mais óbvio é sobre a Telefónica, que não só deixou de adquirir um ativo de qualidade e complementaridade a suas operações, como também passa a enfrentar um forte concorrente no estado de São Paulo em um futuro não muito distante. A Oi também deve ser afetada por causa da competição. De acordo com os analistas da Ativa, era esperado que, nas mãos da Telefónica, o ímpeto competitivo da GVT pudesse ser reduzido, o que não deve ocorrer com a compra pela Vivendi.
A experiência da GVT no setor de mídia afeta ainda a Net Serviçis, líder no setor de TV paga e com forte presença no setor de banda larga. A concorrência originada pela entrada da Vivendi no mercado pode incrementar e acelerar a estratégia da GVT, em especial em um cenário de mudança regulatória.
Oferta
Por outro lado, para os acionistas da GVT, a notícia é favorável. Eles terão a oportunidade de vender suas ações pelo preço de 56 reais por unidade, o que significa um prêmio de 5% sobre a cotação de fechamento dos papéis da GVT na última sexta-feira (13/11), e uma valorização acumulada de 47% desde o primeiro anúncio de oferta realizada pela Vivendi em setembro.
Sendo assim, os analistas da Ativa recomendam a adesão à oferta e enfatizam sua visão de que a venda será extremamente atrativa para os acionistas da GVT. Às 13h52, as ações da GVT (GVTT3) operavam em alta de 2,92%, negociadas a 54,90 reais. O Ibovespa operava em alta de 1,85%, aos 66.531 pontos.
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