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Celulares | 25/11/2011 16:53

Como a Nokia foi do céu ao inferno em dois anos

Por enquanto, o lançamento de celulares com Windows não teve força para deter o declínio da Nokia

  
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Divulgação

Smartphones Nokia Lumia 800, com Windows Phone

Com tela de 3,7 polegadas, o smartphone Lumia 800, da Nokia, tem quase o mesmo tamanho do iPhone

São Paulo –  A  Nokia ainda figura como a maior fabricante de celulares “convencionais” do mundo, mas, desde a chegada dos smartphones, vem perdendo a popularidade e, consequentemente, vendendo menos aparelhos.

No terceiro trimestre do ano, as vendas da Nokia caíram 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O número de celulares comercializados despencou de 110,4 milhões para 106,6 milhões. No período, a companhia também acumulou prejuízo de 95 milhões de dólares. Um ano antes, havia somado lucro de 725 milhões de dólares.

Apesar de ainda estar no topo, com 23,9% de participação no mercado global de celulares, segundo dados da consultoria americana Gartner, o declínio tem sido inevitável e começou bem pouco tempo atrás. Há dois anos, a Nokia era líder absoluta com mais e 30% de participação e muita folga do segundo lugar no ranking.

Hoje, a Samsung, segunda no ranking, detém 17,8% do mercado mundial de celulares convencionais. Já no segmento de smartphones, pela primeira vez, a companhia coreana ultrapassou a Nokia e hoje mantém a liderança.

A verdade, dizem os analistas, é que a Nokia não conseguiu acompanhar com tanta perspicácia as transformações do mercado de celulares, como fez a Samsung e até mesmo a Apple. Veja, a seguir, 5 pontos fundamentais que levaram a Nokia do céu ao inferno em tão pouco tempo:

1 - Symbian envelheceu

A Nokia foi uma das empresas responsáveis pela criação do sistema operativo Symbian, ainda na década de 90. Em 2008, a companhia comprou as ações remanescentes da tecnologia por 410 milhões de dólares, mas nada fez para modernizar a o sistema, que se tornou ultrapassado diante das novidades que surgiram no mercado de telefonia móvel.

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