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Saída | 22/09/2011 16:42

Como a Kia, Chery, JAC e Hyundai podem sobreviver ao IPI maior

Imposto maior não será o fim do mundo para as montadoras asiáticas no Brasil – mas elas terão de cortar na carne

  
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QUATRO RODAS

JAC J3

JAC J3: Com reajuste, modelo deve custar R$ 41.000 reais

São Paulo – Sim, a vida ficou mais difícil para a Kia, Chery, JAC e até mesmo para a Hyundai, depois do IPI sobre os veículos importados. Afinal, o preço baixo era um dos motivos pelos quais as asiáticas vinham ganhando mercado e assustando as montadoras já estabelecidas. Mas, passado o susto inicial, os especialistas já afirmam que elas ainda podem sobreviver no Brasil.

É impossível evitar que parte do aumento de imposto seja repassada para os consumidores, avalia o mercado. E, justamente por isso, a principal saída para as asiáticas será absorver parte do impacto. Ou seja, cortar margens para não espantar a clientela.

“A maioria das asiáticas tem condições de diminuir seus ganhos e continuar com preços competitivos”, afirma Roberto Barros, consultor especializado no setor automotivo. “A chinesa JAC, por exemplo, tem lucros altíssimos e, dentre as asiáticas, é a que menos sofrerá com a alta do IPI”, diz.

O modelo J3, da JAC, vendido por 37.900 reais, deve, de acordo com Barros, passar a custar 41.000 reais. O valor ainda será menor que o cobrado por seus principais concorrentes, que chegam a custar, com todos os opcionais que o J3 oferece de série, mais de 45.000 reais.

Manter o foco

A alternativa mais viável para essas montadoras sobreviverem é se concentrar nos modelos mais aceitos pelos consumidores e tentar elevar o mínimo possível seus preços. “Se o QQ, da Chery, custar mais de 25.000 reais, o melhor é que ele não seja mais vendido por aqui”, diz. “Já se a Hyundai elevar em 28% o preço do I-30, pode também desistir de vendê-lo no país. O mesmo acontece com o Picanto, da Kia”, afirmou Barros.

Algo que pode ajudar as asiáticas é a expectativa de que as montadoras “nacionais” também devem aumentar o preço de seus carros. É sabido que, como estratégia para driblar as asiáticas, companhias como Fiat, Ford e GM vêm fazendo promoções e vendendo veículos até 5.000 reais mais baratos para não perder tanto mercado. 

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