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O ministro da fazenda, Guido Mantega, pode isentar as ofertas públicas inicias (IPO, sigla em inglês) da taxação via IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% para os investimentos estrangeiros implementada em outubro deste ano, segundo afirmou a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBovespa).
A medida foi proposta pelo presidente da bolsa, Edemir Pinto, a fim de evitar que as empresas percam uma importante fonte de recursos para investimentos.
O capital estrangeiro foi taxado para conter a entrada de dólares e evitar uma maior valorização da moeda brasileira. Em outubro, entraram no país cerca de 14,6 bilhões de dólares a mais do que os recursos enviados para o exterior – segundo maior resultado mensal em 27 anos.
Desde que o imposto passou a valer para as operações de investidores estrangeiros, a entrada de dólares diária no Brasil caiu 75%.
Na avaliação do governo, a taxação do IOF foi bem-sucedida e mudou o jogo das expectativas em relação ao câmbio.
Segundo a BM&FBovespa, uma das novas medidas em estudo pelo governo é permitir que as garantias das operações estrangeiras, que hoje são depositadas no país, possam ser mantidas no exterior.
Na avaliação da corretora Link Investimentos, a medida é positiva para a bolsa de valores, uma vez que evitará a perda de liquidez e a migração de capital para a bolsa de Nova York.
Além disso, segundo a Link, a isenção do IOF vai eliminar uma inconsistência da taxação atual, que ocorre quando uma empresa faz simultaneamente uma oferta primária de ações e ADRs (recibo de depósitos de ações). Nesse caso, o imposto valeria somente para a compra de ações e não para a compra de ADRs.
A corretora Link manteve recomendação de compra para os papéis da BM&FBovespa, porém, ressaltou a sua preocupação em relação a um possível novo aumento do IOF promovido pelo governo.
Às 16h07, os papéis ordinários da BM&FBovespa (BVMF3,com direito a voto) estavam caindo 0,40%, para 12,41 reais.
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