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A companhia de meios de pagamento Cielo (ex-Visanet) anunciou, nesta segunda-feira (23/11), a recompra de seis milhões de ações ordinárias (com direito a voto) de sua própria emissão para permanência em tesouraria, cancelamento ou alienação. A operação será realizada a preço de mercado nos próximos 180 dias com intermédio da corretora do Bradesco.
De acordo com a companhia, não ha ações mantidas em tesouraria atualmente. Com a oferta inicial de ações realizada neste ano, existem 582.899.161 papéis em circulação no mercado.
Em junho deste ano, a Visanet, que mudou de nome para Cielo neste mês, foi responsável pela maior abertura de capital (IPO) do primeiro semestre ao levantar 8,397 bilhões de reais. O negócio só perdeu em volume para o IPO do Santander, que acabou se tornando o maior da história da bolsa brasileira, movimentando cerca de 14 bilhões de reais.
A Cielo vai perder em junho de 2010 a exclusividade de operar com a bandeira Visa. Dessa forma, a empresa já está em processo de negociação para credenciar diversas bandeiras como Mastercard, Diners e American Express (Amex), entre outras. Da mesma forma, sua maior concorrente, a Redecard, também se tornará credenciadora da bandeira Visa.
Com a abertura do mercado, o segmento de cartões encontra-se em um período de reestruturação. O banco Santander anunciou na semana passada estar em negociações "avançadas" com a gaúcha Getnet para começar a atuar como credenciador.
Já a CSU Cardsystem, que processa transações com cartões, anunciou na última quinta-feira que está preparada para prestar serviços aos novos credenciadores que entrarem no mercado. A companhia vai investir cerca de 15 milhões até 2010 para viabilizar a expansão de suas operações.
Às 10h35, os papéis da Visanet (VNET3) estavam em queda de 2,94%, para 15,50 reais.
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