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São Paulo - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) se prepara para mais uma aquisição fora do Estado. Desta vez, a estatal mineira está de olho em distribuidoras de energia do Rio de Janeiro e do Ceará - a Ampla e a Coelce -, controladas pela espanhola Endesa. O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), encaminhou no fim da semana passada uma carta oficializando o interesse da Cemig na compra dos dois ativos, conforme informou a coluna de Sonia Racy. O negócio, de acordo com fontes, é estimado em cerca de R$ 3 bilhões.
A Ampla atua em 66 municípios no interior do Estado do Rio e tem 2,2 milhões de consumidores ligados à sua rede de distribuição. A Coelce é a terceira maior distribuidora de energia do Nordeste, com cerca de 2 milhões de consumidores. A direção da Endesa no Brasil diz não ter conhecimento da carta enviada por Aécio para a direção do grupo na Espanha. De acordo com a assessoria de imprensa, a posição oficial da empresa, confirmada por executivos do grupo em entrevistas recentes, é de que não há interesse em vender os ativos no Brasil.
A direção da Cemig não quis comentar o assunto. Alegou que a empresa está às vésperas da divulgação de resultados do terceiro trimestre e, portanto, em período de silêncio. Há poucas semanas, o diretor financeiro da Cemig, Luiz Fernando Rolla, negou que a estatal tivesse negociando a compra das distribuidoras da Endesa.
“Os ativos não estão à venda”, declarou ele em Nova York, no fim de outubro, durante entrevista na sede da Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Luiz Fernando Rolla reiterou, no entanto, que as aquisições - dentro e fora do País - são uma prioridade para a companhia. Segundo ele, a Cemig está interessada em ampliar seus ativos na América do Sul e estuda oportunidades no Chile, na Colômbia e no Peru.
A estatal mineira, que deu início a um arrojado plano de expansão em 2003, quando Aécio Neves assumiu o governo de Minas, já é hoje a maior distribuidora de energia do País. Como geradora, é a terceira colocada no ranking das maiores empresas. No primeiro semestre deste ano, a empresa comprou três parques de geração eólica no Ceará e aumentou sua participação acionária na empresa Transmissoras Brasileiras de Energia (TBE), que reúne cinco empresas de transmissão.
A companhia mineira também já confirmou o interesse em ampliar sua participação na distribuidora Light, do Rio de Janeiro. A Cemig está negociação com a Andrade Gutierrez, de quem é sócia no consórcio que controla a Light, o aumento de sua fatia no negócio. Também pode comprar a fatia do banco Pactual no consórcio. Além de todos esses movimentos, diretores da empresa já confirmaram, em diferentes ocasiões, que a Cemig não ficará de fora do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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