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O Brasil é o maior investidor na Espanha entre os países emergentes como México, China, Índia, Rússia, entre outros, segundo estudo da consultoria de gestão internacional A.T. Kearney. As transações do Brasil no país europeu representam 52% do total de investimentos provenientes dos países em desenvolvimento. Logo em seguida estão Kuwait, México e Índia.
O estudo da consultoria traça um cenário de como estão as relações comerciais dos emergentes com a Espanha e projeta o impacto empresarial que isso pode ter no mercado global.
As operações de fusões e aquisições na Espanha registraram um crescimento significativo de 9% ante aos 6% obtidos pela União Européia entre os anos de 2002 e 2007. Já em 2008, houve uma redução das fusões na Espanha em 16% contra -5% em toda Europa.
Em relação às operações com os países emergentes, segundo o estudo, o crescimento absoluto têm sido de 10% ao ano, considerado muito significativo. Enquanto em termos relativos, o aumento permaneceu estável cerca de 12%, em níveis semelhantes ao dos países europeus.
De acordo com o estudo, as transações dos países em desenvolvimento com a Espanha se concentram em empresas de tamanho médio e de menor valor agregado. Por essa razão que a participação no índice IBEX 35 que mede o desempenho dos papéis mais negociados na bolsa de Madri - dos países emergentes não supere 0,6% (em relação ao IDE - Índice de Inversão Direta). Essa porcentagem é de 2 a 8 vezes menor do que em outros mercados europeus.
O setor metalúrgico é um dos principais alvos dos países emergentes, frente à importância do segmento financeiro e petrolífero dos demais países da Europa.
A A.T. Kearney prevê uma tendência crescente para as fusões e aquisições entre as regiões analisadas. Para reforçar a posição espanhola é necessário intensificar os esforços internacionais de diplomacia econômica a fim de aproveitar as oportunidades da globalização, afirmou João Pena, sócio-gerente da consultoria AT Kearney.
Em contrapartida, no sentido contrário, as fusões e aquisições vindas dos países desenvolvidos e industrializados para os mercados emergentes estão estagnadas devido à falta de liquidez.
Segundo a A.T Kearney, este fato indica uma mudança de poder nos mercados mundiais por parte dos países emergentes. Parece que o mundo ocidental está cada vez mais centrado na defesa das suas próprias vantagens competitivas, o que se reflete, por exemplo, na composição da lista dos 500 mais ricos da revista Fortune 500: em 2002, havia apenas 20 novas empresas de países emergentes, enquanto em 2008 esse número saltou para 56, representando um crescimento anual de 19%.
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