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Bancos | 02/09/2010 15:49

Bradesco vê espaço para crescer em seguros no Brasil

Brasil tem a oitava economia do mundo e somente a 18ª posição em indústria de seguros, segundo Trabuco

  
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Bradesco: o consumo médio de seguros no Brasil é de 300 dólares por ano. Nos países que lideram esse ranking, o consumo chega a 2.500 dólares por ano

São Paulo - O Bradesco aposta no potencial de crescimento da indústria de seguros brasileira, segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do banco. Em apresentação realizada hoje (2/9), o executivo destacou o bom momento econômico do país e essa possibilidade de crescer.

"O Brasil tem a oitava economia do mundo, mas conta apenas com a décima oitava indústria de seguros", afirmou Trabuco para exemplificar o potencial de crescimento. Segundo ele, o consumo médio de seguros no Brasil é de 300 dólares por ano. Nos países que lideram esse ranking, o consumo chega a 2.500 dólares por ano. "A possibilidade de crescer nessa indústria no Brasil é muito grande", afirmou.

O Bradesco encerrou o primeiro semestre com lucro líquido ajustado de 4,602 bilhões de reais, sendo 3,198 bilhões de reais em atividades financeiras e 1,404 bilhões de reais em operações de seguros, previdência e capitalização. 

Mais crédito

Para Trabuco, o Brasil poderá passar por um momento de liberação de recursos para crédito. Até o final de 2010, o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia deverá definir uma convergência entre os padrões internacionais de depósito compulsório.

"Quando isso for definido, terá de haver uma convergência com os padrões internacionais, que são de compulsórios menores", disse Trabuco. "Provavelmente, os banco terão mais acesso a recursos para financiar pequenas e médias empresas", afirmou.

O depósito compulsório no Brasil é de cerca de 50%, enquanto na Inglaterra ele é de cerca de 5%, por exemplo. A regulação vai fazer uma revisão e uma uniformização maior do critério. "Temos que ter uma convergência, os níveis de compulsório na América Latina, Estados Unidos, Europa, Ásia... tenderão a ser iguais", disse Trabuco.

 

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