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Fusões e aquisições: cresce participação de bancos nacionais nas intermediações das operações que envolvem empresas brasileiras
São Paulo – Nos nove primeiros meses do ano, os anúncios de fusões e aquisições caíram de 33% na comparação com o mesmo período de 2010. O volume dos negócios anunciados totalizaram 100,8 bilhões de reais contra 150,6 bilhões de reais registrados no ano anterior, segundo a Anbima.
Apesar da queda, o Bradesco BBI mantém o otimismo com o mercado de transações corporativas. Em entrevista a EXAME.com, Renato EJnismam, diretor responsável pela área de investimentos do banco, afirmou que o mercado brasileiro continua aquecido e o Bradesco está intermediando um número muito grande de operações, que podem ser anunciadas em breve.
Segundo dados da Anbima, o Bradesco BBI intermediou 12 operações no terceiro trimestre deste ano, ficando atrás somente do Itaú BBA, com 21 negócios.
Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida pelo executivo a EXAME.com:
EXAME.com: Os bancos locais estão intermediando mais as operações de fusões e aquisições no país?
Renato Ejnismam: No ranking divulgado pelo setor, os três bancos com maior número de operações e volume são nacionais. O Bradesco BBI está entre eles. Acredito que as instituições locais estão capacitadas a fechar qualquer tipo de operação. No Bradesco, formamos uma equipe de peso que pode buscar, em qualquer lugar do mundo, investidores.
EXAME.com: Mas por que isso está acontecendo?
Ejnismam: Os bancos estrangeiros que estão acostumados a liderar esses tipos de operações estão perdendo competitividade. E por outro lado, existe um maior comprometimento dos bancos locais de assessorar os clientes com mais comprometimentos. Não podemos falhar.
EXAME.com: Houve crescimento do Bradesco neste ano na comparação com 2010?
Ejnismam: Estamos no mesmo nível na comparação com o ano passado. Até tínhamos espaço para crescer, mas alguns fatores, como a crise financeira na Europa, fizeram as próprias companhias adiarem o fechamento de um negócio.
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