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Por Alessandra Saraiva
Rio - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje um empréstimo de R$ 4,4 bilhões para o Grupo Oi. Segundo o chefe do Departamento de Telecomunicações do banco, Alan Fischler, este é o maior empréstimo concedido a uma companhia do setor em 2009. "Mas é preciso lembrar que não foi apenas para uma única companhia. O financiamento foi concedido para quatro empresas do grupo: a BrasilTelecom (BrT) Fixa, a Brasil Telecom Móvel, a Oi Fixa e a Oi Móvel", ressaltou.
Segundo ele, o custo do empréstimo será o equivalente à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano, mais 3,95%. Indagado se o volume do empréstimo poderia suscitar novas críticas de executivos que trabalham com infraestrutura, Fischler afirmou que "a política do banco não privilegia nem discrimina nenhum setor da economia brasileira".
No ano passado, o banco foi alvo de comentários, vindos de empresários, quando participou da reestruturação societária na TMAR Participações, controladora da Oi. O negócio era necessário para a compra da Brasil Telecom pela Oi. As críticas dos empresários giraram em torno dos motivos que fariam o banco auxiliar um dos segmentos de infraestrutura mais capitalizados do País, enquanto outras áreas estariam mais necessitadas.
Hoje, Fischler afirmou que o setor de telecomunicações é um dos mais intensivos em número de vagas no mercado de trabalho brasileiro. Ele adiantou ainda que o empréstimo foi concedido com a TJLP "normal" - o banco opera com duas TJLPs, uma normal e outra "especial", de 4,62%. Esta última é usada para setores prioritários em termos de demanda de investimento, como geração de energia.
O executivo também foi indagado se não haveria nenhum tipo de conflito de interesses em conceder empréstimo a uma empresa ligada a TMAR participações, companhia na qual o banco, via BNDESpar, conta com expressiva participação acionária. "O BNDES conta com participação acionária em várias empresas do País. Imagine se deixássemos de emprestar para todas elas", observou. Fischler preferiu não dizer se o financiamento concedido ao grupo Oi será o último para uma empresa de telecomunicações neste ano.
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