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RIO DE JANEIRO (Reuters) - As companhias aéreas Azul, Webjet e NHT --a última com voos regionais no Sul do país-- foram habilitadas para participar no próximo dia 1o da redistribuição de slots do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do Brasil, junto com as empresas que já operam no local --Gol, TAM e OceanAir.
Segundo comunicado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela redistribuição dos horários de pousos e decolagens, Trip e Pantanal ficarão fora do processo por não terem atingido os índices mínimos de 80 por cento em regularidade e pontualidade, mas podem recorrer no prazo de cinco dias.
"A redistribuição dos slots vai permitir que mais empresas operem no aeroporto mais rentável do país", informou a Anac em comunicado nesta segunda-feira.
A escolha dos slots acontecerá em Brasília e será feita pelas próprias empresas, na ordem em que serão sorteadas pela agência. As companhias que já operam em Congonhas são as primeiras a escolher e, pela ordem do sorteio já realizado, a OceanAir sairá na frente, seguida de Gol e TAM.
Azul, Webjet e NHT ainda passarão por sorteio.
No processo de escolha, as empresas selecionam um horário de pouso e outro de decolagem (um par de slots), assim como a frequência dos voos na semana, até esgotar a oferta.
Após a escolha dos slots, as companhias aéreas terão 30 dias para iniciar os voos, do contrário os slots serão redistribuídos em uma nova sessão, informou a Anac.
A agência afirmou que apesar do aumento do número de empresas, Congonhas manterá o limite de pousos e decolagens estabelecido em 2007, após o acidente com o voo da TAM que matou 199 pessoas. Assim, o aeroporto na capital paulista seguirá, no máximo, com 30 pousos ou decolagens por hora para a aviação regular.
A Anac anunciou em meados de dezembro que iria redistribuir 412 slots de Congonhas após ter avaliado a regularidade com que os voos eram feitos pelas empresas aéreas que tinham o direito sobre esses pousos e decolagens.
A maioria dos slots (317) são aos sábados e domingos e estão disponíveis por não serem usados por nenhuma companhia aérea, conforme a agência reguladora.
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