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São Paulo - Em 2009, a América Latina continuou sendo o principal destino das transnacionais brasileiras. A conclusão é da Fundação Dom Cabral, no estudo Ranking das Transnacionais Brasileiras, divulgado hoje (9/6). O trabalho mostra quais são as companhias nacionais mais internacionalizadas.
Segundo a Fundação, a tendência é típica de fases iniciais no processo de internacionalização, pois reflete a influência da proximidade geográfica e cultural na redução dos custos envolvidos no processo de expansão. "Uma possível explicação é o esforço de tornar o Brasil um líder regional", afirma a Fundação. "Um exemplo do incentivo promovido pelo presidente Lula ao processo de integração da região é a ampliação dos espaços de discussão tais como o Fórum Estratégico Empresarial Brasil-México que tem como objetivo promover alianças estratégicas entre as duas maiores economias da America Latina."
A Fundação afirma também que o impulso do governo para abrir ainda mais as portas diplomáticas na região, assim como para aumentar as sinergias entre países com uma longa história diplomática e econômica, pode estar contribuindo para que as transnacionais brasileiras mantenham o foco na América Latina.
Exemplo disso é a aquisição da empresa chilena Esso Petrolera pela Petrobras. A operação garantiu maior presença da empresa no mercado latinoamericano e o aumento de aproximadamente 1.000 funcionários ao portfólio da Petrobras. Além disso, recentemente o Ibope se expandiu na região, onde hoje possui filiais ou escritórios comerciais em 13 países latinoamericanos.
Menores na Europa
Na contramão dos investimentos na América Latina, as empresas brasileiras diminuíram sua presença na América do Norte e na Europa como reflexo da maior intensidade da crise econômica nessas regiões.
Porém, outros continentes se tornaram alvo de investimentos. A Ci&T Softwares, por exemplo, iniciou operações no Japão e na China, que já era explorada pela Embraer, Randon e Votorantim. O país ainda foi alvo de novos investimentos da Marfrig e da fabricante de autopeças Sabó. Para a Sabó, a China é um mercado promissor, onde espera se consolidar para depois pensar no próximo passo: a Índia.
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